Greve dos caminhoneiros: nºde protestos registrados pelo País sobe neste sábado, diz PRF

Além disso, total de bloqueios ativos também aumentou; de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, 132 dos 544 pontos liberados precisaram de ajuda das Forças Armadas

Rafael Moraes Moura, Tânia Monteiro e Victoria Abel, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

26 Maio 2018 | 07h28
Atualizado 28 Maio 2018 | 15h42

Caminhoneiros seguem com mobilizações em rodovias de todo o País neste sábado, 26, no sexto dia de protestos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou no início da tarde que o número de pontos de manifestação identificados em rodovias federais aumentou de 938, registrados na sexta, para 1.140. 

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O dado contabiliza as manifestações observadas nas estradas pela Polícia, podendo ser bloqueios parciais, totais ou que interfiram de algum modo na circulação, segundo a metodologia da PRF. Até o último balanço divulgado na noite de ontem, a PRF não havia informado o número total de protestos identificados, só bloqueios ativos.

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Desse total de 1.140 identificados, 544 pontos foram liberados neste sábado, até as 11h30. Entretanto, o número de pontos que continuam bloqueados, ainda que parcialmente, de ontem para hoje aumentou, de 519 para 596 - ou 52% do total de trechos com alguma manifestação. Segundo a PRF, esse número tem alta toda vez que há uma dispersão, pois grupos tendem a se espalhar e acabam interferindo em outros pontos. 

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O Ministério da Defesa afirma que 132 dos pontos liberados foram desobstruídos com ajuda das Forças Armadas. 

"Corredores para a circulação de cargas sensíveis, transporte de animais, gêneros alimentícios, equipamentos essenciais, combustíveis etc., estão sendo mantidos pela PRF, além de prestação de apoio aos manifestantes durante as desmobilizações no intuito de garantir a segurança de todos os usuários das rodovias federais", comunicou a PRF em nota.

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Segundo o Broadcast Político apurou, fontes do Planalto acreditam que o número de pontos de bloqueio não reproduz com fidelidade o quadro da crise gerada com a greve dos caminhoneiros

Apesar do desbloqueio de pontos estratégicos em rodovias federais, o movimento teria começado a se pulverizar, atuando em pontos secundários dos trechos, o que explicaria o aumento no número total de pontos. Para o Palácio do Planalto, a principal estratégia é garantir um corredor de abastecimento para não comprometer o transporte de mercadorias.

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Obstrução. Enquanto as estradas não são totalmente liberadas, a  Advocacia Geral da União (AGU) informou ter subido de 28 para 30 o número de decisões proibindo a obstrução de rodovias federais durante as manifestações de greve de caminhoneiros. As novas decisões ocorreram no Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Também foram proibidas obstruções nas rodovias do Acre, Ceará, Sergipe, São Paulo, Paraná, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Rondônia.

As decisões, no entanto, apenas reforçam a liminar obtida ontem pela Advocacia-Geral da União (AGU) no Supremo Tribunal Federal para desbloqueio de todas as rodovias e acostamentos, com alcance nacional.

Muitas manifestações seguem pelo acostamento das estradas. Na sexta-feira, o presidente Michel Temer acionou as forças de segurança nacionais para desbloquear rodovias. O decreto, publicado no Diário Oficial da União, autoriza o emprego das Forças Armadas no contexto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) até o dia 4 de junho. 

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