Greve dos Correios continua no País, com 40% de adesão

Paralisação já causa retenção de 3 milhões de objetos no Estado de São Paulo, segundo a assessoria da empresa

Giuliana Vallone, do estadao.com.br, e Agência Brasil,

02 de julho de 2008 | 16h06

A greve dos funcionários dos Correios continua nesta quarta-feira, com 40% de adesão em todo o Brasil, de acordo com a assessoria de imprensa da empresa. Segundo o sindicato da categoria, porém, o número de trabalhadores parados chega a 60% no País. Com a paralisação, cerca de três milhões de objetos estão retidos no Estado de São Paulo, que levariam cerca de meia dia de trabalho para ser entregues.  No Rio de Janeiro, a estimativa do sindicato é de que quase 3 milhões de cartas por dia deixem de chegar a seus destinatários enquanto durar a paralisação. Segundo Marcos Santaguida, diretor de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, a paralisação conta com 70% de adesão no Estado. Ao todo, a ECT tem 112 mil funcionários no País. Como precaução, os Correios suspenderam em todo o Brasil os serviços Sedex Hoje, Sedex 10 e Disque-Coleta, já que eles operam com hora marcada.  Entre as reivindicações dos servidores, que decidiram suspender as atividades em assembléia na noite de segunda-feira, estão a implementação do Plano de Cargos e Salários que vinha sendo negociado com o governo desde o ano passado e o pagamento de um adicional de risco de 30% sobre o salário base. Para Santaguida, esse valor é fundamental principalmente para os carteiros que trabalham nas grandes capitais, como Rio e São Paulo. "Em São Paulo, alguns carteiros chegam a sair com segurança. Aqui no Rio os assaltos também são muito comuns. E esse adicional é utilizado pelos profissionais para o tratamento de doenças que podem surgir em função dos riscos da profissão, como complicações cardíacas, hipertensão e síndrome do pânico, entre outras", afirmou. A assessoria de imprensa dos correios no Rio rebateu os dados do sindicato e garantiu que do total de 14 mil funcionários da empresa no Estado, apenas 20% aderiram à greve.

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