Greve dos Correios deve terminar nesta segunda-feira

O presidente Lula deu o aval a Hélio Costa, por telefone, para que a ECT não desconte os dias parados

Leonardo Goy e Gerusa Marques, da Agência Estado,

20 de julho de 2008 | 17h19

Deve terminar nesta segunda-feira, 21, a greve dos funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). A expectativa do secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios (Fentect), Manoel Cantoara, é de que, até o fim da tarde, o acordo fechado no sábado com a direção da estatal seja aprovado pelos grevistas em assembléias.   "Os sindicatos estão orientados pela Federação a aprovar o acordo. O pessoal já volta ao trabalho amanhã mesmo", disse Cantoara. O sindicalista calcula que em um prazo de , no máximo, 14 dias, o fluxo de entrega das correspondências já estará normalizado.   O acordo entre os Correios e os funcionários foi fechado no sábado, após uma reunião de quase oito horas, da qual também participou o ministro das Comunicações, Hélio Costa. Foi o ministro que anunciou, após o encontro, que a greve chegaria ao fim.   A paralisação dos funcionários dos Correios começou em 1º de julho. Ao todo, cerca de 130 milhões de correspondências deixaram de ser entregues nesse período por conta da greve.   A Fentect aceitou a proposta formulada pelo governo, de pagar um abono de 30% sobre o salário-base a 43 mil carteiros. O acordo inclui ainda o pagamento de um benefício linear de R$ 260 a outros 16 mil funcionários dos Correios, tais como motoristas, operadores e atendentes das agências.   Outro ponto polêmico que foi resolvido entre a estatal e os grevistas diz respeito ao pagamento pelos dias parados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a participar diretamente da discussão ao dar o aval a Hélio Costa, por telefone, para que a ECT não desconte os dias de greve dos salários dos funcionários e faça a compensação usando o banco de horas. Antes do acordo, os Correios pretendiam descontar dos salários o equivalente a 50% dos dias sem trabalho.   Os funcionários e os Correios ainda discutirão o plano de cargos e salários, que será apresentado ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). O acordo salarial fechado no sábado entre a estatal e a Fentect também será apresentado ao TST, para homologação.   A estimativa do governo é de que o abono de 30% para os carteiros, somado ao benefício que será dados aos outros funcionários terá um impacto de R$ 10 milhões no orçamento mensal dos Correios.   Ao longo dos quase 20 dias de greve, 420 milhões de correspondências foram despachadas, das quais 69% foram entregues. Os serviços de entrega com hora marcada, tais como Sedex 10 e Sedex Hoje, tiveram de ser suspensos durante a paralisação. Na sexta-feira da semana passada, um dia antes do acordo, cerca de 17% dos 108 mil funcionários a empresa participavam da greve.

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