Greve dos Correios gera prejuízo de R$ 160 milhões à estatal

Depois de nove dias em greve, os funcionários dos Correios voltam nesta sexta-feira ao trabalho em todo o País. Estima-se que a estatal teve prejuízo de algo em torno de R$ 160 milhões - R$ 20 milhões por dia, oito dias úteis. De acordo com a empresa, a distribuição de correspondências e encomendas deve estar normalizada até segunda-feira. Os grevistas acreditam que deva ocorrer entre uma e duas semanas ainda.O fim da greve se deu nesta quinta depois de mais de duas horas de reunião no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. Como houve quórum para o fim da paralisação, ou seja, dos 33 sindicatos da categoria, 22 votaram favorável, o Comando Nacional de Negociação dos Trabalhadores dos Correios aceitou a proposta feita pelo presidente do TST, ministro Vantuil Abdala.Os funcionários vão receber 8,5% de reajuste salarial retroativo a 1º de agosto, mais 3,61% em fevereiro e abono de R$ 800, muito aquém do que pediam: aumento real de 20%, reposição de 47% e mais correção pelo IPCA, de 6,57%, além de cesta básica e vale-alimentação maiores. A empresa oferecia reajuste pelo IPCA e abono de R$ 400.Também ficou acertado que não haverá "retaliação e punição" aos grevistas. Agora, a discussão é sobre a reposição das horas não trabalhadas. Os Correios querem que a cada três horas de trabalho, sejam contabilizadas duas. "Isso é punição, nós queremos é colocar tudo em dia e que isso sirva de compensação", disse Rogério Queiroz Trabuco, integrante do comando de negociação dos trabalhadores.O pedido de desistência do dissídio, protocolado no TST pela estatal, deve ser apresentado até terça-feira pelas duas partes. A partir daí, a empresa tem 15 dias para pagar o abono.Segundo o porta-voz dos Correios, Fausto Weiler, a folha de pagamento da estatal deve aumentar em cerca de R$ 400 milhões em um ano. Ele não informou qual é o montante pago atualmente.

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