Greve dos Correios pode chegar ao fim na próxima segunda

Depois de mais de sete horas de reunião, a direção dos Correios e o ministério chegaram a um consenso

Agência Brasil

19 de julho de 2008 | 20h25

Depois de mais de sete horas de reunião, em Brasília, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, a direção dos Correios, e representantes dos servidores chegaram a um consenso. O resultado da reunião será apresentado aos funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) na próxima segunda-feira, quando a categoria irá se reunir em assembléias para votar as propostas apresentadas.   Segundo o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, a principal reivindicações dos carteiros - o acréscimo de 30% no salário a título de periculosidade - foi atendida. Devem receber esse aumento cerca de 43 mil carteiros. Outros 14 mil servidores - entre motoristas e operadores - serão contemplados com um aumento de R$ 260. O secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect), Manoel Cantoara, afirmou que a categoria aceita o acordo, mas só suspenderá a greve quando as propostas estiverem formalizadas.   Até ontem, sexta-feira, 130 milhões de correspondências não chegaram aos destinatários, por conta da paralisação. Desde o dia 1º de julho, de acordo com os Correios, 420 milhões de correspondências foram postadas, sendo 69% entregues. No caso das encomendas, como Sedex, desde o início da greve foram postadas 10 milhões e 3,6% não foram entregues. Os maiores problemas estão nos serviços de entrega com hora marcada - como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta - que estão suspensos desde o início da paralisação. A greve atinge 21 Estados e o Distrito Federal e conta com adesão de 17,2% do total de 108 mil funcionários da empresa. Considerando apenas a categoria dos carteiros, que são 53 mil em todo o País, a adesão sobe para 25,5%, ainda de acordo com os Correios.

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