Greve dos fiscais provoca retenção de 382 caminhões no RS

O coordenador do comando de greve dos fiscais federais agropecuários no Rio Grande do Sul, Antônio Angelo Amaral, informou que o advogado da categoria está analisando os efeitos da liminar concedida ao Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (Ciergs) contra a paralisação deflagrada ontem. Os funcionários devem ter amanhã uma posição sobre a decisão judicial ou eventualmente a possibilidade de recurso. Hoje os fiscais mantiveram a greve no Estado, que provoca a retenção de 354 caminhões de mercadorias destinadas à exportação e de outros 32 com produtos de importação. O levantamento, realizado pelos fiscais, considera as operações no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, no porto de Rio Grande, e nos postos de fronteira. No porto de Rio Grande, estão protocolados pedidos para a exportação de US$ 16 milhões em sete toneladas de mercadorias, relatou Amaral. As cargas incluem fumo, bebidas, madeira, farinha, grãos, sementes e tratores. As máquinas agrícolas também entram na esfera de fiscalização agropecuária por causa de embalagens ou componentes de madeira que dependem desta inspeção, explicou Amaral. O Rio Grande do Sul tem 310 fiscais na ativa e 110 aposentados. A fiscalização contra a febre aftosa não está sendo prejudicada, pois a categoria definiu que este serviço não seria atingido pela paralisação. Minas Gerais A filial do Frigorífico Bertin em Ituiutaba, no pontal do Triângulo Mineiro, conseguiu na última sexta-feira uma liminar preventiva para evitar que a greve dos fiscais federais agropecuários no Estado prejudique as exportações da empresa. O mandado de segurança foi ajuizado na subseção da Justiça Federal em Uberlândia. De acordo com informações divulgadas pela assessoria do Bertin, os abates da companhia em Ituiutaba não chegaram a ser interrompidos. Os fiscais federais agropecuários em Minas Gerais estão trabalhando em escala mínima, segundo informou o presidente da associação estadual da categoria (Affama), Ricardo Nascimento. As atividades estão mantidas apenas em áreas consideradas essenciais como a liberação de produtos perecíveis e medicamentos para uso humano importados. Entretanto, para a emissão de certificados fitossanitários destinados à exportação e a fiscalização de uma maneira geral o trabalho foi interrompido, mantendo um contingente mínimo de servidores no Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte e nos estações aduaneiras instaladas no Estado. Segundo ele, a liminar obtida pelo Frigorífico Bertin está sendo analisada pela consultoria jurídica da associação, mas não acredita que a greve será afetada na região. O Estado possui atualmente 300 fiscais federais e o presidente da Affama estima que seria necessária a contratação de pelo menos mais 150 servidores, por meio de concurso público, para atender à demanda de Minas por fiscalização nos próximos cinco anos. Ele reiterou que a fiscalização designada ao controle da febre aftosa nas barreiras do Estado continuará sendo feita pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Agencia Estado,

08 Novembro 2005 | 19h03

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