Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Greve dos fiscais reteve 940 toneladas no primeiro dia no RS

A adesão é total no Rio Grande do Sul, mas a categoria mantém o número exigido de 30% do contingente em atividade

Sandra Hahn, da Agência Estado,

25 de julho de 2007 | 20h17

Em seu primeiro dia, a greve dos fiscais federais agropecuários, que começou na terça-feira, 24, deixou 940 toneladas de produtos retidos nas aduanas do Rio Grande do Sul, num valor estimado em US$ 1,3 milhão, conforme levantamento da categoria. O balanço parcial dos produtos que aguardam liberação para entrar ou sair do País pelo Estado será atualizado no final da tarde de hoje.   A adesão é total no Rio Grande do Sul, mas a categoria mantém o número exigido de 30% do contingente em atividade, informou o presidente da Associação dos Fiscais Federais Agropecuários, José Luiz Castilhos. A paralisação foi programada por tempo determinado, até sábado, 28.   O dirigente lembrou que os fiscais agropecuários foram enquadrados pelo governo na categoria de função estratégica, a exemplo de outros quatro cargos de atribuição semelhante, mas não contam com a mesma remuneração.   Por causa da paralisação anunciada, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) enviou um pedido ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para adoção do chamado "canal verde" nas aduanas, o que permitiria a liberação de mercadorias sem inspeção.   Como o Estado tem perfil exportador, com vendas de US$ 6,4 bilhões no primeiro semestre, greves ou atrasos na liberação de mercadorias geram prejuízos às empresas, argumentou a entidade.   Na greve mais recente da categoria, em junho, cerca de 1.200 toneladas de mercadorias deixaram de ser embarcadas no porto de Rio Grande, incluindo carnes bovina, suína e de frango, provocando perda de US$ 99 milhões, segundo cálculo da Fiergs.   Em Santana do Livramento, fronteira com o Uruguai, o prejuízo somou US$ 70,5 milhões. Um dos principais pontos de acúmulo de mercadorias é Uruguaiana, na fronteira com a Argentina.   Segundo Castilhos, diariamente mais de cem caminhões chegam à aduana, tanto para ingressar com mercadorias no Brasil quanto para deixar o País com produtos para exportação.

Tudo o que sabemos sobre:
Greve de fiscais

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.