Greve em construções em Suape é mantida

Trabalhadores que estão construindo a Refinaria Abreu e Lima e a Petroquímica Suape pedem equiparação salarial

ANGELA LACERDA / RECIFE, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2012 | 02h05

Iniciada no dia 30 de outubro e considerada ilegal pelo Tribunal Regional do Trabalho da 6.ª Região (TRT6) no último dia 13, a greve nas obras da Refinaria Abreu e Lima e Petroquímica Suape, no município metropolitano de Ipojuca, foi mantida ontem, por decisão tomada em assembleia.

A equiparação salarial - prevista em acordo coletivo de agosto - é a principal reivindicação dos 55 mil trabalhadores, que não aceitam que quem exerce uma mesma função tenha diferença de até 47% na remuneração.

O Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) publicou nota no domingo, nos jornais locais, convocando o retorno ao trabalho, condição para a retomada das negociações.

De acordo com a nota da classe patronal, todos os compromissos assumidos estão sendo cumpridos.

O Sinicon alega que a convenção coletiva de agosto previa a formação de uma comissão especial para estudar a equiparação, mas o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Pesada de Pernambuco (Sintepav-PE), teria contratado unilateralmente uma empresa para calcular a equiparação.

Duas rodadas de negociações foram realizadas com a intermediação do ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto - no dia 10, em São Paulo, e no dia 12, no Recife - sem que se chegasse a um acordo.

O Sintepav-PE discorda das alegações do Sinicon. Além da manutenção da paralisação, entrou com uma ação de cumprimento de cláusula coletiva na vara da justiça do trabalho em Ipojuca na sexta-feira, exigindo o cumprimento da equiparação salarial.

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