Luciana Dyniewicz
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Paralisação contra a reforma da Previdência na Argentina fez empresas aéreas suspenderem voos

A greve geral foi organizada por uma das maiores centrais sindicais da Argentina - a Confederação Geral do Trabalho (CGT) - e teve a adesão de sindicatos do setor aéreo

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2017 | 12h43

A greve geral na Argentina, convocada nesta segunda-feira, 18, em protesto contra a reforma da Previdência no país, teve impactos até no Brasil, com a suspensão dos voos entre os dois países. A paralisação foi organizada por uma das maiores centrais sindicais da Argentina - a Confederação Geral do Trabalho (CGT) - e teve a adesão de sindicatos do setor aéreo.

No Brasil, a Latam foi obrigada a suspender dez voos com destino a cidades do país vizinho, a Gol, 20 e a Azul outros quatro. As companhias informaram que os passageiros foram reacomodados em outros voos ou tiveram o dinheiro da passagem devolvido.

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Os estilistas Fabiano Sousani, de 42 anos, e Caroline Machado Fontenele, de 27, foram obrigados a mudar os planos de férias por causa dos protestos. Eles só souberem da greve e do cancelamento do voo que os levaria a Buenos Aires, no primeiro dia da folga, quando chegaram ao aeroporto de Guarulhos, por volta do meio-dia. A viagem começou a ser planejada em julho. Os amigos haviam tentado fazer check-in pela internet em casa, mas o sistema informava que o voo não estava disponível. 

A viagem foi adiada para terça-feira e o retorno para domingo - antes, a ideia era voltar na sexta. Eles já pagaram R$ 200 cada um por dia pelo aluguel de um apartamento. “Agora vamos ver como resolver a hospedagem, mas, pelo menos, vamos ficar um dia a mais lá”, disse Caroline.

Preocupados com a violência dos protestos, o casal Fernanda e Vando Porto decidiu adiar a viagem para Buenos Aires para a próxima semana. Eles também não sabiam da greve antes de chegarem ao aeroporto de Guarulhos. “Ficamos bem chateados (com o cancelamento do voo). Já tínhamos hotel reservado e feito o check-in na sexta de noite. Agora, ficamos com medo de remarcar o voo para amanhã e a polícia ainda estar na rua”, contou Fernanda. Os dois haviam viajado de Sorocaba para Guarulhos para embarcar e tiveram de retornar.

A greve ainda afetou 20 mil passageiros da Aerolíneas Argentinas, dos quais 8 mil de voos internacionais. Até a noite desta segunda-feira, as companhias brasileiras não tinham informações sobre como os aeroportos vão operar hoje. A recomendação é que os passageiros com viagem marcada entrem em contato com as empresas.

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