Greve na construção civil alemã recebe novas adesões

Em seu terceiro dia, a paralisação dos trabalhadores do setor de construção civil na Alemanha ganhou novas adesões, intensificando as preocupações dos economistas sobre o impacto do movimento sobre a economia local. O sindicato IG Bau afirmou que trabalhadores de mais oito regiões, incluindo dos grandes pólos industriais de Hesse, Baden-Wuerttemberg e da Bavária, aderiram ao movimento, iniciado na segunda-feira com greves em Berlim e no vale industrial do Ruhr.Ontem, o movimento contava com a adesão de 9.000 trabalhadores, o que correspondia a uma pequena parcela dos 950 mil empregados do setor. O sindicato da categoria reivindica aumento de salário de 4,5% para este ano e a equiparação de salários da região leste do país com os dos trabalhadores da parte ocidental. Os empresários oferecem aumento de 3% para o período de setembro de 2002 até março de 2003 e 2,1% para os 12 meses subseqüentes.Economistas alertaram que a oferta dos empregadores pode superar a capacidade de pagamento de algumas empresas do setor, que sofreu uma retração de 20% entre 1995 e 2001. O chefe do respeitado instituto econômico Ifo, Hans-Werner Sinn, afirmou que o movimento era uma absurdo haver uma greve em um setor debilitado como o de construção.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.