Bruno Alencastro/RBS
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Greve na General Motors afeta produção do Celta, Onix e Prisma

Cerca de oito mil operários trabalham na unidade de Gravataí e reivindicam 12% de reajuste

Cleide Silva,

24 de abril de 2013 | 18h02

SÃO PAULO - A General Motors entrou com ação de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Porto Alegre em resposta à greve dos trabalhadores da fábrica de Gravataí (RS).

A greve começou nesta quarta-feira e uma audiência está marcada para a manhã de sexta-feira. A unidade produz cerca de 1,2 mil carros por dia, em três turnos de trabalho.

São cerca de 4,5 mil trabalhadores da GM na fábrica, mas contando os trabalhadores de 19 fabricantes de autopeças que atuam no complexo o número se aproxima de 8 mil metalúrgicos.

Os trabalhadores reivindicam 12% de reajuste salarial, R$ 4,5 mil de abono e R$ 12 mil de participação nos lucros. A empresa ofereceu aumento de 8,2%, abano de R$ 2,8 mil e PLR de R$ 8.650.

Os fgrevistas também querem equiparação do piso salarial com as fábricas do grupo em São Caetano do Sul e São José dos Campos (SP), que é de R$ 1.712. No Sul, o piso é de R$ 1.022.

Segundo o diretor administrativo do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valcir Ascari, antes da greve a categoria chegou a avaliar valores menores para reajuste (11%), abono (R$ 3,2 mil) e PLR (R$ 10 mil), mas, diante da falta de acordo, "voltamos para a estaca zero, ou seja, para nossa reivindicação inicial".

A greve paralisou parcialmente a produção dos modelos Celta, Onix e Prisma. Na parte da manhã, boa parte dos funcionários do primeiro turno entrarou para trabalhar, apesar da aprovação em assembleia da paralisação. Já no turno da tarde, a adesão foi maior.

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