Greve na Petrobras pode começar após 5 de julho

Paralisação, que tem o objetivo de reivindicar plano de carreira para os funcionários, pretende interromper a produção de petróleo no País por cinco dias

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h45

A Federação Única dos Petroleiros (Fup) pode começar uma greve de cinco dias com o objetivo de reduzir a produção da Petrobras a qualquer momento após 5 de julho, informou um diretor da entidade nesta segunda-feira, 18. "A data exata do início ainda precisa ser definida em assembléias da federação, mas a companhia será avisada pelo menos 72 horas antes. Mas depois de 5 de julho, a paralisação pode começar a qualquer dia", disse José Maria Rangel, da área de comunicação da federação. De acordo com ele, as assembléias começariam nesta segunda-feira e continuariam até o dia 27 de junho. Os trabalhadores querem um plano de carreira com aumentos salariais baseados no tempo de trabalho na companhia, assim como promoções por mérito. A Petrobras está extraindo cerca de 1,8 milhão de barris por dia de petróleo no Brasil, respondendo por praticamente toda a produção e refino de petróleo bruto no País. Diferentemente da greve de advertência de 24 horas ocorrida no início de maio, a paralisação de cinco dias pretende interromper a produção da commodity. As conversas com a Petrobras chegaram a um impasse no dia 6 de junho, após os sindicatos rejeitarem a proposta mais recente e convocarem uma greve sem data de início definida. Os trabalhadores afirmam estar abertos às negociações enquanto preparam a greve. "Desde a última proposta deles não sentamos para negociar, não sabemos se eles nos chamarão para conversar", explicou Rangel. Um porta-voz da Petrobras, no entanto, disse que a companhia havia agendado uma reunião com o sindicato e descartou a ameaça de paralisação. "Está tudo bem, não esperamos nenhuma greve", afirmou. Uma paralisação nacional dos funcionários da Petrobras em 2001, que também teve duração de cinco dias, reduziu seriamente a produção da companhia e levou o Brasil a importar uma grande quantidade adicional de petróleo. Apesar disso, a empresa e os trabalhadores conseguiram resolver suas diferenças, desde então, sem greves que interrompessem a produção. O Brasil se tornou auto-suficiente em petróleo no ano passado. A última disputa trabalhista ocorreu em outubro de 2005. O sindicato, à época, aceitou um aumento salarial modesto, evitando uma paralisação mais longa após uma greve de advertência de um dia.

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