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Greve na Receita tem pouco reflexo na balança, diz ministério

O secretário de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, disse hoje que o reflexo da greve da Receita Federal nos números da balança comercial, divulgados ontem, não são "tão expressivos". "Eu admito sim que um pouco do resultado, mas pouca coisa, tenha sido reflexo de algum represamento em função da operação padrão da Receita, mas o que nós temos percebido é que as exportações no mês de junho têm tido um comportamento muito bom. A média diária de US$ 425,6 milhões (acumulado do mês) é muito alta", afirmou.Ramalho explicou que a operação padrão da Receita continuará refletindo nos resultados da balança comercial este mês. "Algumas operações realizadas no começo de junho também só devem ser registradas no final do mês. Esse movimento vai continuar enquanto durar a operação padrão da Receita", disse. Segundo o secretário, as exportações este mês estão apresentando um crescimento muito forte, em função de algumas sazonalidades (efeitos temporais), como os embarques de soja, mas também pelo aumento das vendas externas de setores líderes como o automotivo e a Embraer, que lançou novos modelos de aeronaves. Ramalho destacou que as vendas de alguns produtos manufaturados estão crescendo mais do que a média nacional, que no acumulado do ano está em 26%.O secretário atribui o aumento das exportações à diversificação da pauta de produtos, dos mercados e dos Estados brasileiros exportadores. "Há uma distribuição das vendas muito boa. A maioria dos produtos exportados deve apresentar crescimento nas vendas em junho. Serão poucos os setores que apresentarão queda nas exportações como o suco de laranja que, por causa da supersafra no Brasil e na Flórida, tiveram uma queda nos preços. Mas serão questões localizadas", explicou. Apesar do otimismo em relação aos números de maio, Ramalho disse que ainda é cedo para fazer projeções para o fechamento do mês.

Agencia Estado,

15 de junho de 2004 | 16h25

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