Greve na Sabesp tem adesão de 70% dos funcionários, diz sindicato

Categoria recusou proposta de reajuste salarial apresentada ontem; companhia não confirma números da paralisação

Kellen Moraes, da Agência Estado,

04 de junho de 2013 | 12h17

SÃO PAULO - De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), 70% dos funcionários da Sabesp aderiram à paralisação iniciada nesta terça-feira, 4. A greve é por tempo indeterminado, após a categoria recusar a proposta de reajuste salarial apresentada ontem pela companhia. Apenas na capital, o porcentual de servidores seria de 80% do quadro, conforme o sindicato. A Sabesp, no entanto, não confirma os números.

Ontem, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a companhia de saneamento teria oferecido reajuste de 6,95%, com repasse aos benefícios, e estudos para avaliar a questão das distorções salariais e do aprimoramento dos critérios de avaliação de desempenho do plano de cargos, segundo informações da Sintaema. Procurada, a Sabesp informou que não irá se manifestar sobre a paralisação e que não entrará em detalhes sobre a negociação. Porém, acrescentou que "está aberta às negociações e que a greve não afeta o abastecimento de água".

A oferta foi recusada pelo Sintaema, que pede o fim das diferenças salariais entre capital e interior, que chegaria a 23% da remuneração. Segundo o sindicato, amanhã será realizada uma nova audiência de conciliação no TRT, às 11h.

O diretor de imprensa do sindicato, Antonio Ceará, explicou que o adicional por tempo de serviço, que foi extinto em 1999, é a principal reivindicação dos trabalhadores e que encontra mais resistência pela companhia. A última greve de funcionários da Sabesp ocorreu em 2011 e durou apenas um dia. Na época, os servidores pediam pela remodelação do plano de carreira.

Tudo o que sabemos sobre:
greveSabespSão Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.