Greve na Venezuela recebe adesão menor

A greve convocada para pressionar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a renunciar ou antecipar eleições parecia não contar com a adesão verificada em manifestações anteriores. De acordo com as agências internacionais, várias lojas não abriram suas portas nesta segunda-feira, mas outras ignoraram a paralisação. Embora a greve tenha esvaziado as ruas da capital, um número maior de pessoas compareceu ao trabalho do que nas greves gerais convocadas em dezembro e abril."Sim, estou trabalhando. Trabalho por conta própria e se cruzar os braços não ganho nada", disse o carpinteiro Sergio Ortuno. A estatal petrolífera Petroleos de Venezuela (PDVSA) informou que seus principais setores não tinham sido afetados pela paralisação. "Apenas um pequeno grupo de petroleiros dos Estados de Zulia e Anzoategui aderiram à greve", disse uma porta-voz da PDVSA. "A grande maioria dos nossos empregados está trabalhando", afirmou a porta-voz. A direção Fedepetrol, a poderosa central sindical representativa dos petroleiros, ficou dividida em relação à greve. Enquanto as principais lideranças defenderam que os trabalhadores ficassem em casa, o presidente da central posicionou-se contra a idéia, citando o aumento de 35% de salário concedido recentemente à categoria.As lojas de departamento, companhias aéreas, fábricas, correios, redes de supermercado e algumas empresas não abriram, enquanto os serviços de emergência dos hospitais estavam funcionando. Mas várias lojas pequenas, postos de gasolina, escolas públicas e bancos abriram suas portas. Trabalhadores públicos prosseguiram suas tarefas de manutenção de ruas e os táxis circularam normalmente pelas ruas de Caracas, a capital do país.

Agencia Estado,

21 de outubro de 2002 | 13h39

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