Wilton Júnior/AE
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No 11º dia de greve, bancários fecham mais de 12 mil agências, diz sindicato

Apenas em São Paulo, 60 mil trabalhadores cruzaram os braços em 828 locais de trabalho nesta sexta-feira; paralisação por reajuste salarial afeta todos os 26 estados e o Distrito Federal

O Estado de S. Paulo

16 Outubro 2015 | 18h03

SÃO PAULO - A greve nacional dos bancários chegou ao 11º dia nesta sexta-feira, com 12.277 agências e 44 centros administrativos fechados em todo o País, de acordo com balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Apenas em São Paulo, a greve contou com a adesão de 60 mil trabalhadores, com a suspensão das atividades em 828 locais de trabalho, sendo 804 agências e 24 centros administrativos, segundo o balanço do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o maior da categoria no País.

Após o feriado desta segunda-feira, o número de unidades paralisadas havia ficado praticamente estável até quarta-feira, mas voltou a registrar um aumento da adesão nesta quinta-feira. O número total de agências no Brasil é de 22 975, de acordo com o registro do Banco Central.

Os bancários pedem reajuste salarial de 16% (reposição da inflação mais aumento real de 5,6%), vale-refeição e vale-alimentação no valor de um salário mínimo (R$ 788) e manutenção do emprego. Hoje, o vale-refeição é de R$ 572 e o vale-alimentação, de R$ 431,16. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propõe reajuste de 5,5% - projeção de inflação calculada pela entidade para os próximos 12 meses - e abono de R$ 2,5 mil.

Os bancos não fazem nova proposta há 21 dias. A greve começou na terça-feira da semana passada, após cinco rodadas de negociações sem sucesso. Durante a paralisação, os caixas de autoatendimento continuam funcionando normalmente. / COM AGÊNCIA ESTADO

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