Greve no IBGE ameaça credibilidade de pesquisas

A falta de recursos do Ministério do Planejamento para o IBGE já provocou o cancelamento de duas pesquisas importantes neste ano: a contagem da população e o censo agropecuário. Analistas do mercado financeiro já manifestaram preocupação com a credibilidade das pesquisas. Mas a gerente do Sistema de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, garantiu que a greve não tem atrapalhado a tomada de preços do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Outro problema que a direção do IBGE enfrenta é a greve dos servidores, que estão parados desde julho. Segundo o diretor do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE, Renato Quirino, cerca de 70% dos 7.000 servidores do instituto aderiram ao movimento e têm participado de passeatas e piquetes na porta do instituto. Para o IBGE, apenas 20% dos funcionários estão paralisados. A greve tem provocado o cancelamento de entrevistas coletivas para a divulgação de pesquisas. Na última quarta-feira, coletiva sobre os dados do Produto Interno Bruto (PIB) referentes ao segundo trimestre foi cancelada. Pelo mesmo motivo, na semana retrasada, a entrevista sobre a Pesquisa Mensal de Emprego referente a julho também não aconteceu. Segundo a assessoria, a direção do IBGE decidiu suspender a entrevista coletiva para evitar constrangimentos para os técnicos e os jornalistas, já que os grevistas da instituição promoveriam uma manifestação no local da divulgação.

Agencia Estado,

02 Setembro 2005 | 19h07

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