Greve nos Correios aumenta concorrência, diz Bernardo

A greve dos funcionários dos Correios já preocupa o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, devido à possibilidade de avanço das empresas concorrentes sobre os serviços que a estatal não detém o monopólio, como entrega de encomendas e mala direta. "A concorrência está querendo tomar espaço", disse Bernardo à Agência Estado.

KARLA MENDES, Agencia Estado

19 de setembro de 2011 | 19h05

O ministro se referiu à veiculação de comerciais no fim de semana pelas concorrentes, o que ele classificou de "oportunismo legítimo" diante da greve. "A gente tem que se preocupar com a concorrência, que está querendo solapar (os Correios)", ressaltou.

Bernardo observou que, mesmo com a paralisação de parte dos funcionários, a estatal tem de garantir o funcionamento dos serviços em condições mínimas, sobretudo nos serviços que os Correios detém o monopólio. "De qualquer forma, temos que cumprir a nossa missão", afirmou.

Ele reconheceu que a greve é um direito dos trabalhadores, mas avisou que os dias parados serão descontados. "Vamos negociar. Mas os dias parados serão descontados, não são férias".

Para minimizar os transtornos à população, os Correios fizeram um mutirão no fim de semana, que resultou na entrega de 2,54 milhões de mensagens e encomendas que estavam represadas. Outros 19,64 milhões de objetos foram organizados e estão prontos para serem enviados, disse ao Estado Wagner Pinheiro, presidente da estatal.

Segundo Pinheiro, o movimento geral de paralisação, que era de 30% na sexta-feira, caiu para 26% nesta segunda-feira. O porcentual de carteiros que aderiram à greve, no entanto, mantém-se em cerca de 40%. São Paulo continua com o maior índice de adesão: cerca de 60%. Segundo o executivo, a estatal aguarda "uma contraproposta que seja viável" para voltar a negociar com os funcionários e por fim à greve.

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