Greve nos Correios faz uma semana com adesão em 24 Estados

Último balanço feito pela ECT apontava 50 milhões de objetos sem entrega em decorrência da paralisação

Giuliana Vallone, do estadao.com.br,

08 de julho de 2008 | 17h40

A greve dos funcionários dos Correios completou uma semana nesta terça-feira, 8, com a adesão de 24 Estados mais o Distrito Federal, de acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).  Veja também:Contas devem ser pagas em dia apesar de greve, diz Procon Segundo o último balanço feito pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), o número de objetos que deixaram de ser entregues em decorrência da paralisação já chega a 50 milhões. O acúmulo equivale, segundo a ECT, a um dia e meio de trabalho normal. Continuam suspensos, por causa da paralisação, os serviços de entrega com hora marcada, como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. A orientação do Procon-DF para os consumidores é que procurem a empresa em que tem contas a pagar e peça que seja fornecida outra forma de pagamento. "O fato da greve não exime o consumidor de pagar os seus débitos até o dia do vencimento", alerta a assessora especial da presidência do Procon-DF, Ildecer Amorim.  Na segunda-feira, representantes dos trabalhadores e dirigentes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) participaram de audiência no Tribunal Superior do Trabalho, que terminou sem acordo. O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, propôs na audiência que os trabalhadores da ECT encerrem a paralisação, iniciada no último dia 1º. Ele se comprometeu a mediar a negociação entre trabalhadores e a estatal.  Com a proposta negada pelos trabalhadores, Rider de Brito vai designar no próximo dia 15 um relator para que seja julgado pelo tribunal o pedido de abusividade da greve.  De acordo com a assessoria de imprensa da Fentect, os trabalhadores irão negociar com a ECT até a próxima audiência, no dia 15. A greve só chegará ao fim se houver acordo, informou a assessoria.  Os trabalhadores reivindicam, entre outras medidas, o fim do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), que começou a ser implantado em 1º de julho. O novo plano permite demissão por baixa produtividade.

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