Greve nos Correios já atrasa entrega de 60 milhões de objetos

Paralisação atinge 34% dos 108 mil funcionários Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em todo o País

Giuliana Vallone, do estadao.com.br,

09 de julho de 2008 | 12h11

A greve dos funcionários dos Correios já fez com que 60 milhões de objetos, entre cartas e encomendas, deixassem de ser entregues em todo o País, segundo o último balanço feito pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). De acordo com a empresa, a paralisação atinge 34% dos trabalhadores, em 21 Estados mais o Distrito Federal. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), porém, a greve chega a 24 Estados, além do DF. Continuam suspensos, por causa da paralisação, os serviços de entrega com hora marcada, como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. A orientação do Procon-DF para que os consumidores não paguem multas em decorrência do possível atraso na chegada das contas é que procurem a empresa em que tem débitos e peça que seja fornecida outra forma de pagamento. "O fato da greve não exime o consumidor de pagar os seus débitos até o dia do vencimento", alerta a assessora especial da presidência do Procon-DF, Ildecer Amorim.  Na segunda-feira, representantes dos trabalhadores e dirigentes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) participaram de audiência no Tribunal Superior do Trabalho, que terminou sem acordo. O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, propôs na audiência que os trabalhadores da ECT encerrem a paralisação, iniciada no último dia 1º. Ele se comprometeu a mediar a negociação entre trabalhadores e a estatal.  Com a proposta negada pelos trabalhadores, Rider de Brito vai designar no próximo dia 15 um relator para que seja julgado pelo tribunal o pedido de abusividade da greve. No dia 15 também ocorrerá uma nova audiência de conciliação entre sindicato e empresa, no TST. Segundo a assessoria dos Correios, até a nova audiência, não haverá negociação com os funcionários. Os trabalhadores reivindicam, entre outras medidas, o fim do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), que começou a ser implantado em 1º de julho. O novo plano permite demissão por baixa produtividade.

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