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Greve paralisa construção do gasoduto Gasene na Bahia

Cerca de dez mil trabalhadores que estavam atuando na construção do maior trecho do Gasoduto Sudeste - Nordeste (Gasene), que corta dez municípios na Bahia, cruzaram os braços e decretaram greve por tempo indeterminado. Com 945 quilômetros de extensão, o gasoduto da Petrobras está sendo construído pela chinesa Sinopec, e estava orçado em US$ 3,2 bilhões, previsto para ser entregue no final deste ano.

KELLY LIMA, Agencia Estado

25 de agosto de 2009 | 16h51

Os trabalhadores reivindicam um adicional de periculosidade, que elevaria em 30% seus salários. O custo adicional no projeto seria de R$ 100 milhões. Amanhã, os trabalhadores realizam uma assembleia para discutir a continuidade da greve. A Petrobras não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

Segundo estimativas do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav), o cronograma das obras poderá ficar atrasado, já que quando os trabalhadores retomarem as atividades perderão cerca de dez dias refazendo os serviços deixados pendentes no momento da paralisação.

Ainda segundo o sindicato, a negociação entre os trabalhadores e as empresas responsáveis pelas obras teve início em agosto de 2008. Estavam na mesa de discussões, o Consórcio Gascac, formado pela construtora Mendes Júnior, grupo Azevedo & Travassos, Bueno Engenharia e Construção, Companhia Nacional de Dutos e GDK. O Ministério Público do Trabalho fez a mediação e indicou a Fundação José Silveira para analisar se o trabalho oferecia riscos que justificassem o pagamento da periculosidade. O laudo foi favorável aos trabalhadores. Ainda de acordo com o sindicato, a Petrobras foi chamada às audiências para prestar esclarecimentos sobre a existência de riscos, mas teria recusado o laudo e decidido por não conceder o adicional.

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