Greve paralisa gasoduto Gasene da Petrobrás na Bahia

Trabalhadores reivindicam um adicional de periculosidade, que elevaria em 30% seus salários

Kelly Lima, da Agência Estado,

25 de agosto de 2009 | 16h29

Cerca de dez mil trabalhadores que estavam atuando na construção do maior trecho do Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene) que corta dez municípios na Bahia, cruzaram os braços e decretaram greve por tempo indeterminado. Com 945 quilômetros de comprimento, o gasoduto da Petrobrás está sendo construído pela chinesa Sinopec, e estava orçado em US$ 3,2 bilhões, previsto para ser entregue no final deste ano.

 

Os trabalhadores reivindicam um adicional de periculosidade, que elevaria em 30% seus salários. O custo adicional no escopo do projeto seria de R$ 100 milhões. Amanhã, os trabalhadores realizam uma assembleia para discutir a continuidade da greve. A Petrobrás não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

 

Segundo estimativas do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav), o cronograma das obras poderá ficar atrasado, já que quando os trabalhadores retomarem as atividades perderão cerca de dez dias refazendo os serviços deixados pendentes no momento da paralisação.

 

Ainda segundo o sindicato, a negociação entre os trabalhadores e as empresas responsáveis pelas obras teve início em agosto de 2008. Estavam na mesa de discussões, o Consórcio Gascac, formado pela construtora Mendes Júnior, grupo Azevedo & Travassos, Bueno Engenharia e Construção, Companhia Nacional de Dutos e GDK. O Ministério Público do Trabalho fez a mediação e indicou a Fundação José Silveira para analisar se o trabalho oferecia riscos que justificassem o pagamento da periculosidade. O laudo foi favorável aos trabalhadores.

 

Ainda de acordo com o Sindicato, a Petrobrás foi chamada às audiências para prestar esclarecimentos sobre a existência de riscos, mas teria recusado o laudo e decidido por não conceder o adicional.

Tudo o que sabemos sobre:
PetrobrásgasodutoGasenegreve

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.