Greve paralisa Sistema Eletrobrás por 24 horas

Funcionários do Sistema Eletrobrás realizaram ontem paralisação de 24 horas para reivindicar reajuste maior dos salários. Segundo o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), a greve teve a adesão de 95% no País, sendo mantidos apenas os serviços essenciais. A estatal havia feito uma oferta de reajuste de 4,42%. Mas a categoria se queixa que o proposto é inferior à inflação acumulada no ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), de 5,53%. "O reajuste não conseguiria repor nem as perdas", afirma o coordenador do CNE, Emanuel Mendes. A categoria quer um reajuste de 9,50%, com base na alta do Índice de Custo de Vida (ICV) acumulada entre maio de 2008 e maio de 2009. Conforme o Sindicato dos Eletricitários da Bahia, a greve teve adesão de 100% em importantes unidades do sistema, como a Eletronuclear, responsável pelas usinas de Angra, Furnas, e a holding Eletrobrás. Além disso, a paralisação atingiu todas as empresas do grupo, como a Chesf, Eletronorte, Eletrosul e as distribuidoras Cepisa, Eletroacre, Ceron, Ceal, Amazonas Energia e Boavista Energia. Mas, segundo a entidade, não houve incidentes. Uma reunião entre a Eletrobrás e sindicalistas será realizada em Brasília no próximo dia 18. Caso não haja acordo, uma nova paralisação, dessa vez de 48 horas, está prevista para os dias 22 e 23 de junho. CSNMetalúrgicos de Volta Redonda (RJ) e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) entraram em acordo ontem e aprovaram reajuste de 5,83% a partir de setembro. Além disso, segundo o sindicato da categoria, alguns funcionários demitidos esperam ser recontratados quando terminar o processo de acordo coletivo.

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