Greve: petroleiras defendem liberdade de preços e criticam tabelamento

Para companhias, política de preços livres é transparente e está alinhada aos principais mercados globais

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

26 Maio 2018 | 20h12

Representante das petroleiras, entre elas a Petrobrás, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) publicou nota na qual defende a atual política de preços livres praticada pela estatal. Segundo a entidade, "uma solução que envolva eventual tabelamento de preços significa, na prática, um ônus para os contribuintes", com consequências "catastróficas a longo prazo". A posição das companhias petroleiras é que a prática de preços livres no mercado de combustíveis é transparente e está alinhada com os principais mercados globais.

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O IBP destaca ainda que o preço nos postos de gasolina é composto por uma carga de impostos no âmbito dos governos estaduais e federal. "Desta maneira, a solução para a atual crise somente será encontrada através do envolvimento das esferas governamentais, dada a relevância da carga de impostos. Estamos monitorando e apoiando o desbloqueio de todas as vias emergenciais para manutenção dos serviços mínimos de apoio a população", afirmou. 

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No acordo fechado com os representantes dos caminhoneiros em greve, o governo federal propôs o congelamento do preço do litro do diesel no valor de R$ 2,10, pelo prazo de 30 dias. A Petrobrás, no entanto, continuará com sua política de reajustar os preços na refinaria seguindo a oscilação do mercado internacional e o câmbio. Passados 15 dias, se for fixado um preço superior aos R$ 2,10, a diferença será bancada pelo caixa da União.

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Também foi eliminada a cobrança da Cide sobre o Diesel, o que vai provo a redução de R$ 0,05 na bomba - a taxa representa 1% do preço do combustível.

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