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Greve pode afetar Usina Santo Antônio

Paralisação pode causar prejuízos ambientais e grandes áreas podem ficar alagadas; turbinas bulbo ainda estão em fase de teste

NILTON SALINA , ESPECIAL PARA O ESTADO , PORTO VELHO , O Estado de S.Paulo

23 de março de 2012 | 03h07

Se a greve na Usina Santo Antônio não terminar logo, haverá prejuízos ambientais e grandes áreas poderão ficar alagadas. Há risco também de a estrutura da usina ficar comprometida por causa da paralisação. O aviso foi dado ao Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sticcero) pelos representantes do Consórcio Santo Antônio Energia no fim da tarde de quarta-feira, em reunião intermediada pelo superintendente do Trabalho e Emprego em Rondônia, Rodrigo Nogueira.

As primeiras turbinas bulbo, capazes de produzir 74 megawatts cada uma, foram instaladas na Usina Santo Antônio recentemente e ainda estavam em fase de teste. As comportas também começaram a ser abertas, o que obrigou as famílias que moram perto do rio a colocar uma grande quantidade de pedras em diversos trechos dos barrancos que estavam desmoronando. Muitas famílias tiveram de ser transferidas para hotéis pelo consórcio, após uma determinação judicial.

A greve foi iniciada há duas semanas na Usina de Jirau por cerca de 300 funcionários da empresa terceirizada Enesa Engenharia, mas logo o grupo conseguiu convencer mais mil trabalhadores da empresa a parar. Nos dias que se seguiram, aproximadamente 15 mil funcionários da Camargo Corrêa também aderiram ao movimento. Na última quarta-feira, 80% dos 15 mil trabalhadores do Consórcio Santo Antônio também decidiram parar de trabalhar.

Na reunião com Rodrigo Nogueira foi explicada a necessidade da presença da Força Nacional de Segurança nas duas usinas, porque, no início da greve em Santo Antônio, um grupo destruiu ônibus e ameaçou colocar fogo nos veículos. Isso ocorreu antes mesmo de o Sticcero apresentar a reivindicação de reajuste salarial de 30%. A alegação inicial dos grevistas era que se tratava apenas de uma paralisação para apoiar os trabalhadores da Usina Jirau.

Violência. Durante a greve ocorrida no canteiro de obras de Jirau em março do ano passado, assim que o movimento foi iniciado, um grupo armado e encapuzado saiu da mata, ateou fogo em alojamentos, explodiu e roubou caixas eletrônicos que haviam sido abastecidos com R$ 1,5 milhão.

A Polícia de Rondônia classifica o caso como ações de bandidos, e não como movimento grevista.

Na greve do ano passado, alguns manifestantes são acusados de promover tumulto nas proximidades do canteiro de obras de Jirau, impedindo que funcionários entrem.

Nos alojamentos estão cerca de 7 mil pessoas, que continuam recebendo salário normalmente mas não podem trabalhar, por determinação da Camargo Corrêa. A empresa pretende evitar reações violentas por parte de um grupo ligado ao Sticcero.

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