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Greve prejudica venda de títulos e compromete pagamento de servidor

A greve dos funcionários do Tesouro Nacional, iniciada na sexta-feira, já afeta as operações de venda de títulos públicos e ameaça comprometer o pagamento de salários do funcionalismo federal e as transferências de recursos da União para Estados e municípios. Por causa da paralisação, que atinge cerca de 90% dos funcionários da instituição, o Tesouro anunciou nesta terça-feira que não realizaria alguns leilões de títulos atrelados ao IPCA (NTN-B) nesta semana e também não venderá títulos por meio do Tesouro Direto - o sistema de vendas de papéis para pessoa física por meio da internet.O secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Paulo Valle, informou que, para garantir pelo menos parcialmente as operações de rolagem da dívida interna, a instituição criou um "plano de contingência", envolvendo os coordenadores e coordenadores-gerais, que, por possuírem cargos de chefia não estão participando da greve. Esse plano vai garantir a realização do leilão de títulos prefixados (LTN), previsto para quinta-feira. Vai permitir também as operações de resgate dos títulos adquiridos no Tesouro Direto, realizadas todas as quartas-feiras. Paulo Valle reconhece que a adesão à greve é significativa, mas acredita em uma solução rápida para o problema. Ele garantiu que a paralisação não vai afetar a estratégia de rolagem da dívida pública, porque o plano de contingência vai garantir os principais leilões previstos pelo Tesouro. Os funcionários do Tesouro reivindicam a equiparação salarial com os auditores fiscais da Receita Federal. Na segunda-feira, o secretário do Tesouro, Carlos Kawall, conversou com Mantega e pediu que o reajuste dado aos auditores, que ainda não está definido, seja também concedido aos funcionários do Tesouro.De acordo com o presidente da União Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon), o sindicato dos funcionários do Tesouro, Fernando Antunes Araújo, a greve também atrasa o repasse dos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e Municípios (FPM), previstas na Constituição. No caso das transferências voluntárias de recursos mediante convênio, ele lembrou que a situação é pior porque, depois do dia 30 de junho, por causa da lei eleitoral, esses contratos não poderão mais ser assinados. "O que não tiver parecer do Tesouro não poderá ser assinado. Os governos municipais e estaduais terão que esperar o fim das eleições", disse Araújo.

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