Greves definem rumo do governo Dilma, diz Schwartsman

O ex-diretor do Banco Central e sócio diretor da Schwartsman & Associados, Alexandre Schwartsman, acredita que este é um momento de definição do governo da presidente Dilma Rousseff diante das pressões do funcionalismo por reajuste salarial. "Tem alguns exemplos da história, seja do Brasil ou de outros países. Seja a greve da Petrobras no início do governo Fernando Henrique, a greve dos operadores de voo no governo Reagan, são os momentos em que um governo diz a que veio. Se vai ceder à pressão ou reafirmar o rumo", declarou o executivo em entrevista à Agência Estado nesta quarta-feira.

PATRÍCIA LARA, Agencia Estado

22 de agosto de 2012 | 14h29

"Quem conseguiu reafirmar o rumo, no caso Reagan e Fernando Henrique, acabou tendo mais tranquilidade." O economista observou que o problema deste governo é que uma parte importante de seu apoio político e do próprio PT vem do funcionalismo. "Isso significa brigar com uma parcela do próprio eleitorado. O que pode não ser muito agradável." Para Schwartsman, se o governo ceder ao funcionalismo agora, terá sérios problemas daqui para frente, inclusive na capacidade de investimento.

O executivo avalia ainda que a migração de estrangeiros para o mercado de trabalho não traz riscos nem atenua a pressão por profissionais qualificados no País. O volume de autorizações de trabalho de estrangeiros subiu 24% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2011, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

"O tamanho da força de trabalho do Brasil é uma coisa de 42,43 milhões de trabalhadores nas seis regiões metropolitanas do Brasil", disse. "(A entrada de trabalhadores) teria que ser uma coisa no estilo imigração italiana e japonesa lá na virada do século 19 para o século 20. Na magnitude em que estamos falando, não faz muita diferença."

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