Grevistas da Infraero prometem tomar saguão do Aeroporto JK

Funcionários da Infraero prometem tomar o saguão do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek (JK), de Brasília, a partir das 7 horas da manhã de hoje. A informação foi dada pelo presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), José Alencar Gomes Sobrinho. O objetivo da ocupação do saguão do JK é sensibilizar os parlamentares que chegam a Brasília para a greve dos aeroportuários.Desde ontem, os funcionários promovem uma manifestações reivindicando a adoção de um plano de carreira e a mudança da data-base da categoria para 1º de maio, que representará um reajuste salarial da ordem de 30%. A pressão, porém, não foi sentida pelos usuários dos 66 aeroportos mantidos pela Infraero em todo o País. De acordo com a assessoria de comunicação social da estatal, todos os aeroportos operaram normalmente durante todo o dia.O sindicato, porém, informou que a paralisação das atividades dos funcionários chegou a uma média de 70%. Porém, como os funcionários da Infraero só operam na segurança dos vôos e de desembarque de carga, não deveria haver atrasos nos vôos, segundo explicou Alencar. Na semana passada, Alencar havia afirmado que a adesão total atrasaria embarques e desembarques, poderia causar a perda de bagagens e inviabilizaria a expedição ou recebimento de importações e exportações.De acordo com o sindicato, o aeroporto de Pelotas (RS), com apenas 18 funcionários, chegou a 100% de paralisação. Já o de Guarulhos (SP), com 1.145, chegou a 70%. Viracopos, de Campinas, chegou a 90%, com 600 funcionários. O sindicalista já contabilizava ontem como vitória a desistência do governo de privatizar parte da Infraero com venda de ações para promover a sua capitalização. A decisão havia sido anunciada desde sexta-feira passada. O presidente da empresa, Carlos Wilson Campos, divulgou nota ontem afirmando que ainda está negociando com o governo a adoção do plano de carreira, mas sem acenar com nenhuma decisão em função da mobilização sindical. A pauta dos funcionários consta, segundo Alencar, de 130 itens que jamais foram discutidos pela diretoria da empresa. Campos afirma que em 2004, a empresa deu 14,36% de reajuste. Na mesma nota, Campos reafirmou a desistência do governo de transformar a Infraero numa empresa de economia mista. Confirmou a intenção do governo de fazer um aporte de R$ 500 milhões via Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND), do BNDES, um dos acionistas da empresa, com 11,2% do capital. O Tesouro Nacional é o acionista majoritário, com 88,8%.

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