Gros vai ouvir ANP sobre gasoduto Brasil-Bolívia

O presidente da Petrobras disse que "vai ouvir" o que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) tem a dizer sobre o uso do gasoduto Brasil-Bolívia, controlado por uma subsidiária da Petrobras, a TBG, em reunião na sede da ANP hoje no Rio. Segundo Gros, "a imprensa divulgou" que o órgão regulador quer que a estatal abra mão do controle do gasoduto, vendendo uma participação de 2% no capital da empresa, passando a deter 49% e perdendo a condição de acionista majoritária. Algumas empresas, especialmente a inglesa BG (antiga British Gas), consideram que a Petrobras está dificultando o livre acesso ao gasoduto, o que restringiria a concorrência no setor. A intenção da Petrobras é "ouvir o que a autoridade reguladora vai colocar", para só então se posicionar. Mas Gros considera "totalmente sem nexo" a possibilidade de vincular a venda de participação no gasoduto Bolívia-Brasil às operações de compra de participações acionárias nas empresas controladas pela Enron no País. Na entrevista concedida esta manhã ao grupo Estado, Gros disse que "não entende" porque haveria qualquer vinculação entre as duas operações. Avaliação positivaO presidente da Petrobras, Francisco Gros, considera como "muito positivas" as avaliações dos analistas e investidores estrangeiros em relação à Petrobras. Gros esteve a semana passada em Nova York para conversar com investidores e notou forte interesse dos analistas pelos papéis da empresa. Segundo Gros, cinco bancos já fizeram avaliações sobre a Petrobras após esses contatos e as expectativas são favoráveis. Ele notou igualmente grande aumento nas negociações com os ADRs da Petrobras na semana passada na Bolsa de Nova York.

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