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Grupo brasileiro compra a Adria Alimentos

O empresário argentino Francisco (Franco) Macri, dono do grupo Socma, já fechou o acordo de venda da Adria Alimentos do Brasil ao grupo brasileiro do setor de alimentos M.Dias Branco, um dos moinhos gigantes de Fortaleza, Ceará, que produz farinha, biscoitos, bolachas e pastas. A informação foi dada por uma fonte brasileira ao jornal argentino El Cronista, quem afirmou que a operação será concluída dentro dos próximos 120 dias. Em Buenos Aires, o grupo Socma se nega a dar qualquer informação, transferindo o assunto para seus escritórios em São Paulo. Há dois meses, Franco Macri anunciou que venderia a maior parte das empresas do grupo Socma, para poder aposentar-se em 2004. Na ocasião, ele adiantou que suas companhias brasileiras de alimentos e de pedágios seriam as primeiras a serem colocadas à venda.A Adria Alimentos é resultado de uma fusão das empresas Basilar, Isabela, Zabet e Adria) que Macri comprou através de Socma Alimentos. No ano passado, a Adria teve um faturamento de R$ 400 milhões, perto do objetivo para 2005 que seria o de chegar a R$ 500 milhões. Macri chegou ao Brasil em 1995 com a compra da Basilar, uma das maiores fábricas de pastas do interior do Estado de São Paulo. Pouco tempo depois, comprou Isabela, forte no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e Zabet, um dos pesos pesados no mercado de biscoitos e bolachas, com negócios em São Paulo, Rio e vários Estados nordestinos. Porém, a maior jogada de Macri foi a compra de Adria, que pertencia à norte-americana Quaker, e a líder indiscutível no mercado nacional de pastas secas. Em 2001 o grupo Socma reuniu todas essas empresas no grupo Adria Alimentos do Brasil. De acordo com o jornal El Cronista, no setor se afirma que Adria atravessa dificuldades financeiras desde 2002, devido à alta do trigo, do açúcar e da gordura, principais matérias primas. As dívidas da Adria chegariam a R$ 30 milhões.ChapecóAgora, o mercado também tem expectativas de que Franco Macri venderá seu outro negócio no Brasil, o frigorífico Chapecó. Há alguns meses, os bancos credores passaram a controlar o frigorífico, mas o grupo francês Louis Dreyfus estaria esperando uma brecha para adquirir a empresa.

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