Patricia Cruz/ Estadão
Patricia Cruz/ Estadão

Grupo Caoa estreia no mercado de locação de veículos

Primeiros 400 veículos já foram alugados nas últimas duas semanas para clientes corporativos

Cleide Silva, André Ítalo Rocha e Matheus Piovesana, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2019 | 04h00

Maior revendedor de carros na América Latina, com mais de 200 concessionárias próprias das marcas Hyundai, Ford, Subaru, Chery e modelos seminovos, o grupo Caoa, que também atua como fabricante no Brasil, entrou neste mês no negócio de locação de veículos.

O presidente do Grupo Caoa, Mauro Correia, disse ontem que os 400 primeiros carros já foram alugados nas últimas duas semanas para clientes corporativos. O serviço também será estendido a pessoas físicas, mas inicialmente em contratos de longo prazo, de 12 a 36 meses.

O próximo passo será a locação também diária, como fazem a maioria das locadoras tradicionais. “Nossa vantagem no varejo será a locação por meio das nossas revendas em todo o Brasil”, afirmou Correia. 

Coincidentemente, logo após o anúncio os papéis ON da Localiza, maior locadora do País, tiveram queda de 1,88%.

Hoje, o grupo Caoa tem 216 pontos de revenda e há planos de abrir mais 100 unidades em até dois anos. As primeiras locações têm sido feitas em São Paulo, mas a intenção é replicar o modelo no restante do País.

Correia disse que não há meta para 2020, mas acredita ser possível alugar cerca de 10 mil carros no ano. Em contratos de 36 meses será possível trocar o carro a cada 12 meses.

Com isso, o grupo que praticamente já não atua no mercado de vendas diretas (das fábricas para frotistas), se afasta ainda mais desse modelo de negócio que hoje responde por quase metade das vendas do setor. “É um negócio que prejudica o preço final do produto, com altos descontos, o preço de revenda e a rede de concessionários”, disse Correia. “Então preferimos administrar nós mesmos.”

Lançamentos. A Chery, marca que mais cresceu em vendas no País este ano, fará cinco lançamentos em 2020, sendo dois inéditos e três reestilizações.

As duas principais novidades serão o utilitário-esportivo (SUV) de grande porte Tiggo 8, que será produzido na fábrica da Caoa em Anápolis (GO) e o sedã Arizzo 6, que será feito na unidade da Chery em Jacareí (SP).

As duas fábricas ficarão paradas por um mês entre dezembro e janeiro para que modificações nas linhas sejam feitas.

Segundo Marcio Alfonso, presidente da Caoa Chery, as vendas da marca chinesa saltaram de 8,6 mil unidades em 2018 para 18 mil neste ano. “Em 2020 a meta é atingir 50 mil unidades.”

O crescimento da marca ocorreu após a compra da participação na Chery que levou a grupo a buscar maior qualidade nos produtos e a fazer altos investimentos em publicidade.

A Chery tinha 23 revendas em 2018, número que deve chegar a 115 ao fim deste ano e a 142 em 2020. Desse total, cerca de 60% será do próprio grupo Caoa e as demais de terceiros. Hoje a marca já produz os SUVs Tiggo 2, Tiggo 5 , Tiggo 7 e Arizzo 5, e importa a versão elétrica do Arrizo.

Tudo o que sabemos sobre:
Caoaaluguel de automóvel

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.