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Grupo Carlyle diz não ter interesse pela Varig

O Grupo Carlyle negou qualquer interesse na compra da Varig e garantiu nãoter negociação em andamento com a TGV e NV Participações. Em entrevista à Agência Estado, Christopher Ullman, da assessoria de imprensa do grupo, disse que é falsa a informação que circulou no Brasil nos últimos dias, de que o braço de fundo de investimento do grupo teria algum interesse na companhia aérea brasileira."Isto é totalmente falso. Alguém espalhou esta história, mas ela é falsa", garantiu. Ele disse que fez contato "com todas as áreas do grupo" e confirmou que´ não há o interesse na Varig".Ullman disse também que ligou na sexta-feira para o ex-presidente da VarigLog, José Carlos Rocha Lima, da Syn Logística, para averiguar as recentes informações de que teriam partido dele as notícias de que a TGV estaria costurando um acordo com o fundo do Grupo Carlyle.O assessor do grupo norte-americano disse que Rocha Lima culpou a imprensa pela difusão da informação, pois jamais teria dito a ninguém sobre negociações da TGV com o fundo Carlyle."Eu falei com ele e disse para que parasse de dizer isto (que o fundo estava interessado na Varig) à mídia. Então, ele disse que não tinha dito nada a ninguém. E culpou a mídia", afirmou Ullman.DecisãoA Justiça do Rio deve se pronunciar nesta segunda-feira sobre a proposta do TGV, único grupo a fazer oferta pela Varig no leilão da companhia aérea realizado no último dia 8. A expectativa é de que o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8.ª Vara Empresarial do Rio, rejeite a oferta do TGV e opte por decretar a falência continuada da Varig.Depois de dois pedidos de esclarecimento da Justiça, o consórcio vencedor ainda não conseguiu comprovar a origem dos R$ 1,010 bilhão que viabilizariam o negócio.A dificuldade do TGV em encontrar investidores para financiar o consórcio abriu caminho para a entrada em cena da estatal portuguesa de aviação, a TAP. Desde o final da semana passada, vem sendo estudada a falência continuada da Varig com o grupo português assumindo a gestão operacional e financeira da empresa até a realização de novo leilão.O presidente da TAP, Fernando Pinto, está no Brasil tocando pessoalmente as negociações. Segundo ele, além da TAP, o consórcio seria integrado também por Air Canadá e pelo banco brasileiro Brascan, controlado pelo fundo canadense Brookfield.DinheiroA Varig precisa urgentemente de dinheiro para poder sensibilizar o juiz Robert Drain, da Corte de Nova York. Na quarta-feira, ele decide se prorroga liminar que protege a empresa contra o arresto de pelo menos 25 aeronaves, das quais 23 voam para o exterior.Sem esse sinal positivo, ele não teria como evitar a paralisação da operação internacional da Varig quase que imediatamente, já que a companhia usa 27 aviões para voar para fora do Brasil.Enquanto isso, o TGV luta para convencer algum dos cinco investidores, com quem alega manter conversações, a entrar no negócio e garantir a aprovação de sua proposta pela Justiça. Pelo menos um dos potenciais financiadores, a companhia aérea chilena Lan Chile, desistiu de apoiar a organização na última hora. Isso reforça os rumores de que o TGV estaria sozinho na busca por novos financiadores.Para a Justiça do Rio, basta provar de onde vem o dinheiro prometido pela organização de trabalhadores da Varig para comprar a empresa. Nem que seja uma repactuação de dívidas com credores extra concursais, que viram suas dívidas crescerem após a Varig ter entrado em recuperação judicial.

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