Grupo de Cairns se reunirá na Bolívia

O Grupo de Cairns ? que reúne 17 países exportadores agrícolas, inclusive o Brasil ? vai reunir-se no próximo final de semana em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para tentar ?imprimir uma atitude mais política? às propostas de redução tarifária na área agrícola que serão apresentadas à Organização Mundial do Comércio (OMC) em março do próximo ano.A informação é do negociador-chefe da Nova Zelândia para a agricultura, Derek Leask. Segundo ele, a posição política principal do grupo é a condenação de subsídios à exportação.A proposta do Grupo de Cairns é que os subsídios às vendas externas de produtos agrícolas sejam eliminados gradualmente em três anos após a aprovação da proposta. ?Mas o prazo final deverá ser negociado, podendo chegar a cinco anos?, admite Leask.Outra questão considerada fundamental é o acesso a mercados. Neste caso, segundo Leask, as negociações estão ?travadas? porque ainda não se sabem as tarifas a propor para cada tipo de produto. Há possibilidade de um consenso no grupo para a aplicação de uma tarifa máxima de 25% para alguns produtos agrícolas com tarifas muito elevadas.?Seria uma antiescalada tarifária, com alguns produtos sofrendo corte abrupto para 25%, e outros, hoje com tarifas menores, com reduções em ritmo mais lento?, disse.O Grupo de Cairns vai discutir também os ?suportes domésticos? para a agricultura, com o objetivo de eliminar ?práticas que distorcem o livre comércio, especialmente em países mais ricos?. Segundo Leask, o Brasil é precursor, na OMC, de ?uma posição que reflete claramente a idéia de aproximar os países em desenvolvimento?.Ele afirmou que as nações em desenvolvimento respondem, hoje, por 40% de todo o comércio agrícola mundial. Leask participou do seminário OMC: o impasse agrícola e o futuro da rodada de Doha, no Rio.

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