Grupo de reestruturação discutirá corte de funcionários da Varig

Trabalhadores e representantes que trabalham na reestruturação da Varig se reunirão às 14 horas desta quinta-feira, na sede da companhia aérea, para discutir a proposta de corte de pessoal e redução salarial da folha da empresa. A informação foi confirmada por representantes do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) e do Trabalhadores do Grupo Varig (TGV). Segundo eles, a idéia da reunião foi uma sugestão dos juízes da 8ª Vara Empresarial, para acelerar os entendimentos sobre o projeto de reestruturação, formatado pela consultoria americana Alvarez&Marsal e que prevê, em princípio, o corte de 2,9 mil empregados e redução de 30% dos salários dos funcionários remanescentes. A idéia, segundo as mesmas fontes, é que até a próxima segunda-feira tenha havido um entendimento sobre o problema. Depois, a partir das 15h30, a TGV, autora do processo que bloqueou bens da empresa na Justiça do Trabalho, pretende dar coletiva à imprensa para comentar os desdobramentos ação trabalhista, conseqüências para o plano de recuperação e a tentativa de contornarem a liquidação do fundo de pensão Aerus, que impede o uso de recursos na capitalização da Varig. Participarão do encontro o economista e consultor da TGV, Paulo Rabelo de Castro, e o advogado Jorge Lobo. Injeção de recursos Diferentemente de uma ala dos aeronautas, os representantes da TGV defendem a injeção de algo entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões, voluntária, em recursos dos trabalhadores depositados junto ao fundo. Estes recursos seriam adicionais ao plano emergencial de capitalização da Alvarez&Marsilac para os meses de baixa temporada, enquanto não se forma o fundo de investimento, que está previsto dentro do plano de recuperação judicial. Nesse fundo, que deverá estar estruturado dentro de dois a três meses, serão depositadas as ações da Fundação Ruben Berta, controladora da Varig, num primeiro momento. Na medida em que novos investidores decidam injetar dinheiro na Varig, receberão cotas do fundo em contrapartida, assim como os credores que venham a trocar seus créditos por participação na empresa. A solução é considerada como de mercado pela empresa e consultores, porque, caso entre em funcionamento, vai se tratar de um fundo de investimento, cujo nome é FIP-Controle. Com a esperada injeção de recursos, o peso da FRB (87% do capital votante da companhia aérea), que já está afastada do processo, cairá gradativamente, até o limite de 5,26% do total do fundo. A Varig divulgou na última quarta-feira que precisa de capital para atravessar este período que vai do início da baixa temporada à estruturação desta solução.

Agencia Estado,

13 Abril 2006 | 13h20

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