Grupo de trabalho Brasil/China deve melhorar relação bilteral

A criação de um grupo de trabalho entre Brasil e China para discutir estratégias conjuntas de crescimento econômico, anunciada ontem pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e seu colega chinês, Jin Renqing, deve melhorar as relações bilaterais, arranhadas pela decisão brasileira de regulamentar salvaguardas contra produtos importados da China. A avaliação é do presidente da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE), Paul Liu.Na opinião do empresário, a aproximação é um bom sinal, pois embora as salvaguardas sejam um instrumento legal de defesa, os chineses preferem negociar alternativas à barreira comercial imposta pelo País. O embaixador da China no Brasil, Jiang Yuande, disse na semana passada que o governo chinês prefere continuar as negociações com o Brasil para encontrar uma solução satisfatória aos dois países no que se refere à aplicação de salvaguardas.Liu acredita que, em termos comerciais, a China é muito mais importante para o Brasil do que o Brasil para a China. "Não podemos fechar as portas para os chineses por conta de setores sensíveis que, juntos, representam 2% do comércio bilateral", afirmou. O empresário lembrou que os setores de eletroeletrônicos e telecomunicações do Brasil, por exemplo, importam volume considerável de insumos da China. "Palocci deve ter percebido a importância dos chineses para o País e busca negociar consensos", ressaltou.O empresário, no entanto, fez uma ressalva: os chineses também têm muito interesse no Brasil. Liu destacou que, amanhã, o prefeito de Wuxi, Mao Xiao Ping, chega a São Paulo, liderando uma missão governamental. A cidade é base exportadora de produtos industriais de alta tecnologia e ganhou o prêmio de "A melhor zona high-tech da Ásia-Pacífico".Em dezembro, um grupo de 100 empresários da província de Hubei também vem ao Brasil para promover seus produtos. "A China mantém seus interesses no Brasil", disse.

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