Grupo EBX deve R$ 5,6 bi ao Bradesco e ao BTG

Eike Batista forneceu garantias com as quais bancos não contam mais, garantem fontes à ‘Dow Jones’

03 de julho de 2013 | 19h32

SÃO PAULO - O grupo EBX, do empresário Eike Batista, deve "menos de R$ 4 bilhões" para o Bradesco e uma quantia inferior a R$ 1,6 bilhão ao BTG Pactual, segundo fontes com conhecimento do assunto informaram à agência Dow Jones Newswires.

De acordo com um relatório publicado esta semana pelo Bank of America Merrill Lynch, no fim de março o Bradesco havia emprestado pelo menos R$ 912,2 milhões para a LLX Logística, R$ 272,9 milhões para a MMX Mineração e Metálicos e R$ 66,4 milhões para a MPX Energia. Mas o BofA afirmou que essas estimativas provavelmente são inferiores ao total de empréstimos.

Segundo duas fontes ouvidas pela Dow Jones, o Bradesco deve ter emprestado dinheiro para a EBX, e não somente para as unidades operacionais do grupo.

Enquanto isso, as empresas de Eike deveriam quase R$ 1,6 bilhão para o BTG, sendo que "boa parte" desses empréstimos foram concedidos para a MPX, na qual a alemã E.ON tem uma fatia de 36,2%. O empresário teria fornecido algumas garantias, mas o BTG "não está contando com isso", segundo as fontes.

O BTG assinou em março uma parceria com o grupo EBX, para fornecer financiamentos e suporte gerencial. De acordo com as pessoas ouvidas pela Dow Jones, uma linha de crédito de US$ 1 bilhão oferecida inicialmente pelo banco como parte desse acordo não foi acessada ainda.

Representantes do BTG e do Bradesco se recusaram a comentar o assunto.

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