Grupo foi procurado por BTG, confirma Zenteno

Segundo o presidente da Claro, negociações para uma possívelcompra da TIM estão concentradas no México

O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2014 | 02h05

A América Móvil, dona da Claro, está acompanhando atentamente o movimento de consolidação no Brasil. O presidente da operadora no País, Carlos Zenteno, afirmou que as conversas entre o grupo para uma possível negociação envolvendo a compra da TIM Brasil, controlada pela Telecom Itália, em parceria com a Oi e Telefônica, dona da Vivo, estão concentradas no México.

Zenteno confirmou que o grupo foi procurado pelo BTG Pactual, contratado no fim de agosto pela Oi para encontrar alternativas de consolidação, mas não deu detalhes. O banco de André Esteves tornou-se um dos maiores acionistas individuais da Oi, após o processo de aumento de capital da operadora brasileira em abril.

O BTG deverá apresentar nos próximos dias as alternativas de consolidação para os acionistas da Oi, segundo fontes familiarizadas com o assunto. Estão na mesa, além do fatiamento da TIM, uma possível fusão entre a operadora italiana e a Oi. Uma reunião entre o banco e os acionistas da operadora está prevista para a próxima semana.

Os ativos da Portugal Telecom (PT) viraram alvo de interesse do grupo francês Altice e de fundos de private equity, como o CVC Capital Partners, Apax Partners e Bain Capital Partners, segundo fontes ouvidas pela agência Bloomberg.

Fontes próximas à operadora brasileira afirmaram que a prioridade da companhia é reduzir o endividamento da companhia, de R$ 46,2 bilhões, e levar a "Nova Oi" para o Novo Mercado da BM&F Bovespa, previsto para o fim do primeiro trimestre de 2015. As mesmas fontes não descartam a venda da operadora PT, caso "o tamanho do cheque seja suficiente para reduzir a relação dívida líquida/Ebtida (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para menos de três vezes".

O BTG também está recebendo propostas para a venda de 25% da participação da PT na companhia angolana Unitel, além de torres e outros ativos, avaliados em cerca de R$ 4 bilhões.

Oi e PT anunciaram fusão em outubro do ano passado, mas os termos do acordo foram revistos este ano depois que os escândalos da Rioforte, braço não financeiro do Grupo Espírito Santo (GES), vieram à tona. A fatia dos acionistas portugueses caiu de 37,4% para 25,3% na "Nova Oi". /MS

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