Grupo francês Altice espera concluir compra da PT em junho

Com duas empresas em Portugal, a Cabovisão e a Oni, Altice ofereceu 7,4 bi para a Oi, dona da Portugal Telecom

MARIANA SALLOWICZ / RIO, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2014 | 02h05

O grupo francês Altice espera concluir a compra da operadora Portugal Telecom (PT) até junho do próximo ano, afirmou uma fonte próxima às negociações ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. A empresa ofereceu 7,4 bilhões para a Oi, dona da tele portuguesa, além de 500 milhões vinculados à geração de receita da PT Portugal.

Com a venda dos ativos portugueses, a Oi pretende participar do movimento de consolidação do setor de telecomunicações no Brasil. Há dois movimentos mais prováveis nesse processo. O primeiro é o fatiamento da TIM Brasil entre Oi, Vivo e Claro. Outra possibilidade é uma fusão entre Oi e TIM.

A conclusão da venda da tele portuguesa, contudo, ainda depende da aprovação dos acionistas da Portugal Telecom SGPS, holding que detém fatia de 25,6% na Oi e dívida de 897 milhões de euros da Rioforte.

Ontem, a empresa informou que a assembleia geral de acionistas será no dia 12 de janeiro de 2015, em Lisboa.

Parceria De acordo com a fonte, uma fatia de até 20% da PT poderá ser vendida para investidores portugueses que se interessarem pelo negócio. Um possível parceiro é o grupo português Semapa, do empresário Pedro Queiroz Pereira, que tinha se unido aos fundos Apax Partners e Bain Capital para fazer uma oferta pela PT. No entanto, a Oi preferiu a proposta da Altice.

"Não há a necessidade da Altice ter esse parceiro português, mas a empresa está aberta a essa possibilidade", afirmou a fonte, que acrescentou que a Semapa ainda não entrou em contato com a empresa francesa. Apesar da fatia ser de, no máximo, 20%, o investidor parceiro pode ficar com um porcentual menor. "Isso não está fechado, pode ser 10%, 18%, até 20%."

A Altice planeja entregar uma pré-notificação da operação para a Comissão Europeia até o dia 15 de janeiro. A expectativa é de que o processo de análise pelos órgãos regulatórios demore entre três e quatro meses.

A francesa é dona de duas empresas em Portugal, a Cabovisão e a Oni. De acordo com a fonte, a companhia poderá vender as empresas, caso isso seja necessário para a aprovação do negócio.

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