Grupo francês poderá investir em gás brasileiro

O presidente do grupo francês Suez, Gerard Mestrallet, disse hoje que o conglomerado - que no Brasil controla a geradora de energia Tractebel - "está pronto" para participar de eventuais investimentos em plantas de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Brasil, caso as autoridades brasileiras concluam que essa possa ser uma saída para reduzir a dependência do gás importado da Bolívia.A possibilidade de importar gás natural em estado líquido por meio de navios (e regaseificá-lo em unidades construídas em terra) está sendo estudada pelo Petrobras. Segundo já disse o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, poderia ser comprado GNL de países de Trinidad e Tobago e de países da África ou do Oriente Médio."Não assinamos nenhum contrato, mas estamos disponíveis para conversar (sobre as unidades de regaseificação)". "Nós gostamos do Brasil e temos negócios aqui", disse Mestrallet, após almoço na Confederação Nacional da Indústria (CNI) que reuniu empresários franceses e brasileiros. O executivo da Suez integra um grupo de empresários franceses que veio ao Brasil acompanhando a comitiva do presidente francês, Jacques Chirac.Na opinião de Mestrallet, a decisão do governo boliviano de nacionalizar o setor de gás natural não afeta o interesse da Suez no Brasil. Por meio de sua controlada Tractebel, o grupo opera seis usinas hidrelétricas e cinco termelétricas no país. No ano passado, a empresa foi responsável por cerca de 8% de geração de energia do sistema elétrico interligado nacional.O presidente do Movimento das Empresas da França (Medef), principal entidade empresarial daquele país, Jean Burelle, também afirmou que a crise criada pela decisão do governo boliviano de nacionalizar as reservas de gás natural não afetará as decisões francesas de investimentos no Brasil. "O Brasil fica como está. Os eventos na Bolívia não afetaram nada", disse.

Agencia Estado,

25 de maio de 2006 | 19h26

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