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Grupo Odebrecht nega ter recebido ''''benesse do Estado''''

Empresa estuda processar Boris Gorenztvaig, sócio da Petroquímica Triunfo, que acusa o grupo de corrupção

Agnaldo Brito, O Estadao de S.Paulo

30 de novembro de 2007 | 00h00

O Grupo Odebrecht distribuiu ontem uma carta a partir da qual nega que tenha recebido "benesse do Estado" para formar a Braskem, maior petroquímica da América Latina. A acusação foi feita ontem pelo empresário Boris Gorentzvaig, sócio da Petroquímica Triunfo. Em entrevista ontem ao Estado, Gorentzvaig acusou o governo Lula de estar patrocinando "com dinheiro público" a formação de um duopólio do setor no Brasil.Disse ainda que a Odebrecht é o grupo mais favorecido com essas medidas e fez uma acusação pesada: "Talvez a razão do meu insucesso é que não sei trabalhar com corrupção".A Odebrecht classificou a acusação como "inadmissível" e feita com "evidentes interesses escusos" e com "claro propósito de perturbar o processo de consolidação do setor petroquímico nacional". Em nota, a Odebrecht afirma que já analisa ingressar com um processo contra o empresário por proferir "calúnias e injúrias"."A honra da nossa empresa e de seus dirigentes não pode ser atingida por declarações irresponsáveis de alguém cujo histórico empresarial é simbolizado em suas próprias palavras quando relata a decadência de seus negócios", escreveu a empresa.O grupo diz ter a maior companhia petroquímica da América Latina, como parte de um esforço de 28 anos e investimentos de mais de US$ 3 bilhões. Tudo, ainda segundo a nota, de "forma (...) transparente e dentro da lei e das regras estabelecidas pelos agentes reguladores".Gorentzvaig também criticou a participação da Petrobrás na redefinição do setor petroquímico brasileiro. O empresário enfrenta uma disputa judicial com a Petroquisa (braço petroquímico da Petrobrás) pelo controle da Triunfo, no Rio Grande do Sul. A empresa é apontada como uma das operações do pólo que terá de ser assumida pela Braskem, dentro da lógica de consolidação do pólo imposta depois da aquisição do Grupo Ipiranga, em março.A Odebrecht diz que a participação da Petrobrás na remodelação do setor, processo que está na fase final, é "importante para assegurar escala, produtividade e capacidade de desenvolvimento tecnológico". Condições, diz a nota, para enfrentar a concorrência internacional.

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