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Grupo Oi compra licença para operar celulares em São Paulo

Empresa, que não atuava no Estado, vai competir com a Vivo, a TIM e a Claro

O Estadao de S.Paulo

26 de setembro de 2007 | 00h00

A Oi (antiga Telemar) arrematou ontem uma licença de telefonia móvel para o Estado de São Paulo, onde ainda não oferece serviços. No leilão de licenças do Serviço Móvel Pessoal (SMP) realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a empresa comprou, por R$ 80,55 milhões - ágio de 20% -, a licença para operar no maior mercado do País. Com isso, passará a concorrer diretamente em São Paulo com as três maiores operadoras nacionais: Vivo, TIM e Claro. A Unicel, que ainda não começou a operar, também tem uma licença para a região metropolitana.O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, preferiu destacar que a compra da licença para o mercado paulista significa um passo imprescindível para a estratégia futura da empresa no mercado celular de terceira geração (3G) - tecnologia que permite o acesso pelo celular à internet em alta velocidade. ''''Estamos numa boa fase, acabamos de concluir uma captação de R$ 360 milhões para aplicação em banda larga'''', disse o executivo. As licenças vendidas ontem, porém, são de segunda geração, que não permitem a internet em alta velocidade. As licenças de 3G para o Norte e o Nordeste do País, onde a Oi está presente, devem ser vendidas em conjunto com São Paulo.A entrada em São Paulo pode significar para a Oi chegar mais perto das principais concorrentes no mercado brasileiro. Hoje, a empresa tem 13,12% do mercado nacional, ante 28,05% da Vivo, 25,71% da TIM e 24,76% da Claro. ''''São Paulo ainda tem uma densidade baixa, ante o poder aquisitivo da população'''', disse Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. O Estado tem 63,3 celulares por 100 habitantes, comparados a, por exemplo, 72,1 no Rio de Janeiro e 109,76 em Brasília.''''A entrada da Oi em São Paulo deve reduzir os preços dos planos de serviço'''', afirmou o analista Júlio Puschel, da consultoria The Yankee Group. A empresa, porém, não conseguirá usar, em São Paulo, estratégias de sucesso de sua área de operação, pois não tem telefonia fixa. Nos 16 Estados onde opera, que incluem Rio de Janeiro e Minas Gerais, os créditos do celular pré-pago também podem ser usados na telefonia fixa e nos orelhões.Com a entrada em São Paulo, uma eventual fusão da Oi com a Brasil Telecom, como vendo sendo cogitado - o governo chegou até a anunciar um grupo de estudos para a operação -, transformaria a empresa na quarta a ter operação nacional (ver ao lado). Falco, porém, recusou-se a fazer qualquer especulação sobre uma eventual fusão entre as duas companhias.No leilão de ontem, a Oi tinha comprado outra licença, para o interior de São Paulo, por R$ 42,3 milhões, mas a Unicel entrou com um recurso administrativo e o resultado ficou suspenso até que a Anatel analise o pedido. Independentemente da decisão, a Oi poderá operar em todo o Estado com a primeira licença.Para ganhar mercado, a Oi terá de adotar uma estratégia agressiva. Falco não deu detalhes sobre como a empresa ingressará na região. ''''Este é um mercado de serviços, no qual o cliente quer o melhor atendimento pelo menor preço'''', limitou-se a dizer. A outorga prevê o cumprimento de determinadas operações no prazo de um ano, mas o executivo prevê atendimento pleno em dois ou três anos. Disse que ainda não há cálculo exato de investimentos, ''''que devem ficar na casa de centenas de milhões de reais''''.Em nota, a Oi disse que ''''ao decidir adquirir uma outorga para o Estado de São Paulo, a empresa avaliou que, hoje, o modelo de negócio na telefonia móvel e as condições econômico-financeiras permitem racionalidade e equilíbrio no investimento, diferentemente do que ocorria em leilões anteriores''''.Dentre os pontos que estimularam a Oi a adquirir uma licença para operar em São Paulo, segundo comunicado, ''''estão a redução do valor das outorgas, a queda do preço dos equipamentos para implantação da rede GSM e a desvalorização do dólar em relação ao real''''.Com a entrada da Oi no mercado paulista, segundo Tude, aumenta o desafio para a Unicel. Além de Claro, Vivo e TIM, a novata terá de enfrentar a Oi. A Unicel foi desabilitada do leilão pela Anatel. Na semana passada, a empresa tinha conseguido uma liminar para participar da disputa sem apresentar depósito fiança. Ontem, a agência cassou a liminar.No leilão de ontem, a TIM venceu a Claro numa disputa por freqüências no Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Roraima, onde tem operações. A venda de licenças continua hoje. Apesar de o processo ser chamado de ''''leilão de sobras'''', estão sendo vendidas licenças que não foram arrematadas anteriormente e blocos recém-definidos de freqüências. LEONARDO GOY, IRANY TEREZA, NILSON BRANDÃO JUNIOR, MICHELLY TEIXEIRA E RENATO CRUZDIVISÃO DO MERCADO 42,6% é a participação da Vivo no Estado de São Paulo, segundo a consultoria Teleco32,4%é quanto tem a Claro no mesmo mercado24,7%é a participação da TIM em São Paulo0,2%é quanto tem a CTBC, que opera em algumas cidades no norte do Estado

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