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Grupo Petersen também deve para a Repsol

Além de enfrentar dificuldades com o governo argentino para fixar "uma justa compensação" por sua saída da YPF, a Repsol, enfrenta outro problema: a dívida de seu sócio na petrolífera, o Grupo Petersen, da família argentina Eskenazi.

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2012 | 03h01

Para comprar 14,9% das ações da Repsol, em 2008, o Grupo Petersen pagou US$ 100 milhões com recursos próprios e financiou US$ 1,108 bilhão com um pool de bancos formado pelo Credit Suisse, Goldman Sachs, BNP Paribas, e Banco Itaú Europa. Além disso, a Repsol concedeu um crédito à família no valor de US$ 1,015 bilhão.

Os números da operação constam dos documentos que as empresas apresentaram à Comissão Nacional de Valores e à Securities Exchange Commission (SEC, dos Estados Unidos), afirmou ontem o ministro espanhol de Indústria da Espanha, José Manuel Soria. A operação teve a aprovação do ex-presidente Néstor Kirchner, que pressionou a Repsol para vender as ações ao grupo argentino porque queria "argentinizar" a maior petrolífera do país.

A segunda parte do acordo de aquisição para elevar a fatia do grupo argentino na petrolífera YPF de 14,9% para 25,46% foi realizada em 2011. O pacote adicional de ações foi fechado em US$ 1,4 bilhão, dos quais US$ 730 milhões financiados pela Repsol, e o restante pelo mesmo grupo de instituições financeiras.

Compromissos. As mudanças nas regras do jogo levantaram suspeitas sobre como o grupo vai pagar a dívida aos bancos e à Repsol. O Grupo Petersen já emitiu um comunicado, há alguns dias, informando que vai honrar seu compromisso. Entretanto, relatório recente do BNP Paribas aos investidores, o banco colocava dúvida a capacidade dos Eskenazi de pagar essa dívida.

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