Grupo planeja novo aeroporto em Ibiúna

Projeto que ainda será apresentado à Anac para aprovação prevê investimento de R$ 500 milhões

JOSÉ MARIA TOMAZELA, CORRESPONDENTE/ SOROCABA, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2012 | 03h11

Um grupo de investidores americanos representado pela empresa de infraestrutura Eiko Engenharia pretende investir R$ 500 milhões na construção de um aeroporto em Ibiúna, a 73 km de São Paulo. Se aprovado o projeto, a pista, com 2,5 mil metros de extensão e 45 de largura, ficará ao lado da rodovia Bunjiro Nakao, que tem projeto de duplicação. O aeroporto deve operar em 2015, com modelo de gestão privado. A previsão é de que atenda 100 mil passageiros por mês.

O aeroporto ocupará uma área de 1,5 milhão de metros quadrados. A empresa assinou um acordo com a prefeitura que se incumbirá da aquisição da gleba, já declarada de utilidade pública para desapropriação. O terreno será repassado para a empresa na forma de doação onerosa, ou seja, o grupo empresarial arcará com a indenização dos proprietários. De acordo com a prefeitura, no entorno do aeroporto estão previstos empreendimentos como shopping center, rodoviária, faculdade, distrito industrial e torres residenciais.

O aeroporto foi planejado como alternativa para os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, considerados próximos da saturação. A pista, mais longa que a de Congonhas, poderá receber aeronaves de grande porte, como o Boeing 737. Na década de 70, o município de Ibiúna foi cotado para receber um aeroporto internacional. Na época, o projeto acabou sendo executado em Guarulhos.

De acordo com protocolo de intenções firmado entre a Eiko Engenharia e a prefeitura de Ibiúna, a empresa apresentará em 60 dias o projeto executivo do aeroporto para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ao mesmo tempo, o projeto será protocolado nos órgãos de licenciamento ambiental. A Eiko contratou uma empresa de consultoria com experiência no setor para elaborar o projeto. A prefeitura informou que a localização do aeroporto já foi objeto de consulta prévia à Anac. A consulta foi necessária para que o município declarasse de utilidade pública a área a ser desapropriada. Apenas o terreno vai custar cerca de R$ 100 milhões. Consultada, a Eiko confirmou os compromissos assumidos no protocolo, mas não deu mais detalhes sobre o empreendimento, o que dependeria da anuência dos empreendedores americanos.

São Roque. O aeroporto de Ibiúna não será o único empreendimento privado do setor na região. A construtora JHSF recebeu da Anac a autorização para construir um aeroporto executivo em São Roque, a 62 km de São Paulo. A empresa conclui o projeto executivo e deve entrar com pedido de licença ambiental. O investimento será de R$ 400 milhões.

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