Grupo PSA prevê alta de 35% nas vendas este ano

Empresa espera vender, no Brasil e na Argentina, 156 mil unidades até fim do ano com novo Citroën Aircross, criado no Brasil

Alexandre Rodrigues RIO, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2010 | 00h00

A PSA Peugeot Citroën reforça a estratégia de crescimento no Brasil com o lançamento comercial do novo carro da marca Citroën, o primeiro desenvolvido especificamente para a América Latina. Com o Citroën Aircross, a montadora espera elevar as vendas em 35% no segundo semestre deste ano no Brasil e na Argentina, com 156 mil veículos.

O novo carro, que já havia sido apresentado há um mês, chegará às concessionárias em setembro com três versões e preços entre R$ 53,9 mil e R$ 61,9 mil. O Aircross marca a entrada da Citroën no segmento de utilitários leves com o objetivo de conquistar 20% de um mercado estimado pela montadora em 110 mil veículos por ano. A média dos preços dos principais concorrentes, Ecosport (Ford) e Crossfox (Volkswagen), fica entre R$ 49,6 mil e R$ 53,1 mil.

A expectativa da Citroën é vender duas mil unidades do Aircross entre outubro e dezembro. No primeiro semestre, as vendas da Citroën ficaram 14,5% acima dos 31,6 mil vendidos no mesmo período de 2009, o dobro do desempenho do mercado. Com o Aircross, a marca espera somar 69,3 mil carros vendidos em 2010, 24% acima de 2009.

Meta. Segundo Ivan Ségal, diretor da Citroën no Brasil, a meta é crescer mais 32% em 2011 e alcançar 3,4% do mercado brasileiro. Atualmente, a fatia da marca é de 1,7%. O diretor mundial da marca Citroën, Frédéric Banzet, diz que uma participação entre 4% e 4,5% do mercado brasileiro é uma meta razoável para os próximos anos, compatível com o posicionamento no segmento de maior valor.

Para concretizar os planos no Brasil, o novo presidente para a América Latina do Grupo PSA, Carlos Gomes, confirma o plano de investimentos de 700 milhões no País nos próximos três anos. Os recursos serão usados no desenvolvimento de novos projetos das marcas Peugeot e Citroën e na ampliação de capacidade produtiva na fábrica de Porto Real (RJ), onde o Aircross está sendo produzido. "Não vamos parar por aí. As condições do mercado brasileiro são favoráveis, mas todos os concorrentes também têm planos para o Brasil e precisamos ir além", disse ele, que é português e acaba de chegar ao País oriundo da Fiat.

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