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Grupo quer construir hotel e shopping

Projeto receberá investimentos de R$ 590 milhões

Marina Gazzoni, O Estado de S. Paulo

18 de abril de 2016 | 03h00

A concessionária dona da Feira da Madrugada quer transformar o local em um shopping center, com praça de alimentação, serviços bancários, agência dos Correios e estacionamento. Além do shopping, o projeto do Consórcio Circuito de Compras prevê a construção de um hotel, um edifício comercial e um terminal coberto para cerca de 300 ônibus em uma área de 230 mil m².

Para começar as obras, o grupo precisa do aval de órgãos da prefeitura e do governo de São Paulo. O diretor geral da concessionária, Fernando Maltoni, disse que os pedidos já foram feitos. Quando conseguir as autorizações, a empresa terá de transferir os lojistas para uma estrutura provisória em um terreno adjacente para realizar a obra. Os investimentos no espaço são estimados em R$ 590 milhões em quatro anos.

O consórcio é formado por três empresas – a mineira Mais Invest S/A, do empresário Elias Tergilene, ex-camelô e dono de shoppings populares em Belo Horizonte, Manaus e Toritama (PE); o fundo de investimento Talismã, da corretora Planner; e a RFM Participações, uma empresa do grupo RFM, do presidente do Sinduscon-SP, José Romeu Ferraz Neto. Eles venceram em outubro a licitação da prefeitura para administrar a feira por 35 anos.

A Justiça Federal chegou a suspender a assinatura do contrato, em dezembro, mas a decisão foi revertida – a ação ainda está em andamento. A outorga custou R$ 50 milhões e a gestão foi transferida em março. Pelo contrato de concessão, a empresa precisava manter o mesmo valor de aluguel para os comerciantes que já estavam na feira – R$ 910 por box. Há cerca de 2 mil comerciantes nesta situação, mas há 3 mil lojistas no local. Ainda há cerca de 400 lojas vazias. O grupo estima que pode somar mais de R$ 40 milhões em receitas de aluguel por ano. / M.G.

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