Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

GSI acompanha risco de greve na Petrobrás e em outras estatais

Paralisação poderia comprometer o plano de privatizações do ministro da Economia

Julia Lindner, OEstado de S. Paulo

14 de setembro de 2019 | 20h04

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) acompanha de perto as negociações salariais em empresas públicas como a Petrobrás. A ideia é verificar se há riscos de greve em estatais, o que poderia gerar instabilidade e até comprometer o plano de privatizações do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ao Estado, o GSI confirmou que "acompanha" as tratativas. A assessoria de imprensa da pasta também informou que o ministro Augusto Heleno tem discutido o assunto com ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Uma das pautas é o acordo coletivo da Petrobras.

No início do mês, Heleno teve reunião com o presidente do TST, João Batista Brito, e o vice da corte, Renato de Lacerda Paiva, no Palácio do Planalto.

Entre as estatais que passam por impasse nas negociações estão os Correios. Os funcionários da estatal estão em greve desde o dia 10 com a justificativa de que querem impedir a redução de salários e benefícios, além de se posicionar contra a venda da empresa.

Na quinta-feira, o ministro Mauricio Godinho Delgado, do TST, propôs a suspensão da greve dos empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), iniciada na última quarta-feira, até o julgamento do dissídio coletivo, marcado para o dia 2 de outubro.

O ministro, que conduziu na quinta-feira uma audiência de conciliação entre as partes, também acatou parcialmente o pedido de liminar formulado pelos Correios e determinou de imediato que, durante a greve, 70% dos empregados e dos serviços da estatal estejam em atividade. O descumprimento da decisão acarretará multa diária de R$ 50 mil. Os Correios pediam na liminar a manutenção de pelo menos 90% das atividades.

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