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Guardia diz que superávit primário pode superar 3,75% do PIB

O secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guardia, acredita que é possível que o superávit primário deste ano possa superar 3,75% do Produto Interno Bruto (PIB) (meta que foi elevada de 3,5% do PIB na semana passada), dependendo do desempenho das contas fiscais de Estados e municípios. "Estamos na metade do ano e aumentamos a meta de superávit primário para 3,75% do PIB. Se você considerar a base dos últimos doze meses, é como se tivéssimos aumentado a meta para 4% do PIB. Poderemos registrar um superávit primário mais elevado ainda neste ano, que está condicionado ao resultado das contas dos Estados e municípios", disse Guardia, durante teleconferência promovida pelo Deutsche Bank. A expectativa de Guardia é que os Estados e municípios atinjam um superávit primário ao redor ou acima de 1% do PIB (enquanto a estimativa inicial era de um superávit primário de 0,7% do PIB). "Mas se compararmos com o que registramos nos últimos doze meses, os Estados e municípios atingiram um superávit primário de 1,1% do PIB. Então, se considerarmos que temos garantidos um superávit de 2,8% do PIB por parte do governo central e empresas estatais, acho que vamos superar um superávit acima de 3,75% neste ano", afirmou. "Mesmo um superávit primário de 3,75% será suficiente para garantir a sustentabilidade da dívida brasileira ou até mesmo a redução da dívida", disse. Guardia ressaltou que, se caso os Estados e municípios não consigam atingir a meta de superávit fixada para essas esferas governamentais de 0,7%, o Tesouro vai cortar gastos para compensar um eventual desempenho mais fraco dessas duas instâncias de poder. Guardia informou que até o momento já acumulou R$ 20,5 bilhões de superávit primário consolidado do setor público, em linha com a meta para junho.

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