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Dida Sampaio/Estadão
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Guedes fala em redução maior de IR de empresas em 2022, quatro dias após enviar projeto ao Congresso

Ministro afirmou que está sendo estudada queda de 5 pontos porcentuais já em 2022 no Imposto de Renda das pessoas jurídicas; pela proposta entregue ao Congresso, IRPJ cairia para 12,5% em 2022 e 10% em 2023

Lorenna Rodrigues e Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2021 | 12h12

BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira, 29, que o governo deve ampliar a redução do Imposto de Renda para empresas já no ano que vem de 2,5 pontos porcentuais para 5 pontos. A flexibilização vem apenas quatro dias depois de o governo enviar ao Congresso Nacional proposta de reforma tributária com mudanças no imposto sobre rendimentos.

“Estamos estudando queda de 5 pontos já em 2022 no Imposto de Renda das pessoas jurídicas. Devemos transferir o aumento permanente de impostos para as empresas. Temos que transformar excesso de arrecadação em redução e simplificação de impostos”, afirmou Guedes, ao comentar o resultado da arrecadação de tributos federais, que bateu recordes em maio e no acumulado do ano. 

Pela proposta entregue ao Congresso, o IRPJ cairia para 12,5% em 2022 e 10% em 2023. Hoje, é de 15% e há cobrança de 10% sobre o lucro que exceder R$ 20 mil, o que não deve ser alterado.

O ministro disse ainda que o resultado da arrecadação confirma o momento favorável da economia brasileira. Ele acrescentou que a arrecadação também deverá bater recorde na análise de 12 meses, superando os valores de 2015. “O Brasil foi até as portas do inferno [na arrecadação], quando estava voltando, fomos atingidos pela covid”, completou.

O ministro rebateu críticas de que a taxação de 20% sobre dividendos é “pagar muito” e disse que ainda é pouco. “Pessoas físicas têm que pagar pelo menos 20% sobre rendimento de capital. Foi um governo de centro-esquerda que desonerou dividendos e os governos seguintes não tiveram coragem de voltar atrás”, completou.

Pela proposta, os dividendos passariam a ser tributados em 20% com isenção de até R$ 20 mil por mês apenas para quem recebe de micro ou pequena empresa.

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