Joédson Alves/EFE - Arquivo: 11/3/2022
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'É patético dizer que vai ter congelamento, é fantasma de tolices feitas no passado', diz Guedes

Ministro participa do Fórum de Investimentos Brasil, que também conta com a presença do presidente Bolsonaro

Thaís Barcellos e Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2022 | 11h03

BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou nesta terça-feira, 14, a aprovação no Senado do projeto de lei complementar (PLP) 18, que limita a alíquota do ICMS sobre alguns itens, como combustíveis e energia, no Senado. O projeto ainda volta à Câmara. Guedes refutou a ideia de que o pacote de redução de tributos sobre os combustíveis seja congelamento de preços. 

Na semana passada, o ministro apoiou pedido do presidente Jair Bolsonaro para o setor de supermercados segure os preços em evento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) para que o setor segure os preços. "É patético dizer que vai ter congelamento, é fantasma de tolices feitas no passado. Reduzimos a cunha fiscal." 

Guedes argumentou que a medida proposta pelo governo, em conjunto com a redução anterior do IPI, visa a dar uma "margem de folga" para que, mesmo que ocorram aumentos de custos, tenha uma gordura para "não ficar reajustando toda hora". "Se quiser fazer bem, se não quiser, que se dane", completou.

Guedes participa da abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2022, promovido pela Apex Brasil. Também participam da abertura o presidente Jair Bolsonaro, o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, e o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Mauricio Claver-Carone.

Reorganização das cadeias globais 

O ministro da Economia voltou a defender as oportunidades para o País do nearshoring, reorganização das cadeias globais com objetivo de produção mais próxima da comercialização. Mas disse que isso não é suficiente, é preciso a reindustrialização do Brasil. "O Brasil está perto e é amigo de países do Ocidente e Oriente."

Guedes também disse que o Brasil "está se movendo para frente", citando a privatização da Eletrobras e também a perspectiva de desestatização do Porto de Santos.

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