Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Guedes diz que vai corrigir tabela do Imposto de Renda agora ou como 1ª ação do 'novo governo'

Durante a campanha, Bolsonaro prometeu corrigir a faixa de isenção para cinco salários mínimos (hoje, R$ 6.060)

Eduardo Rodrigues e Antonio Temóteo, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2022 | 18h00

BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo pretende usar o aumento da arrecadação para revisar a tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), uma das promessas de campanha de Jair Bolsonaro em 2018.

"Conversamos se corrigimos a tabela de IR agora ou deixamos para primeira ação do novo governo. Não queremos usar toda a alta de arrecadação de uma vez, vamos devolver apenas parte para não corrermos riscos fiscais", afirmou Guedes nesta quinta-feira, 7, durante um evento online do Bradesco BBI.

Durante a campanha, Bolsonaro prometeu corrigir a faixa de isenção para cinco salários mínimos (hoje, R$ 6.060). Atualmente, só fica isento do IR quem tem renda inferior a R$ 1.903,98 mensais.

Segundo a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), considerando a inflação acumulada desde 1996 (medida pelo IPCA), foi apurado que a defasagem da tabela é de 134,53%.

De acordo com Guedes, o governo quer avançar também no Refis do Simples e na isenção de impostos para investidores estrangeiros. Ele reclamou, porém, que as medidas gestadas na Economia e enviadas à Casa Civil acabam sendo alteradas pela ala política.

"Ficam com a parte boa das medidas e retiram a parte ruim, que é a fonte de recursos. Com isso, acabamos tendo que vetar medidas por bater cabeça no governo", admitiu.

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